quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Uma Caixa de Pandora à portuguesa


A Caixa Gera de Depósitos, nas últimas décadas, tem sido uma autêntica Caixa Gastadora de Desnorte pública, uma espécie de Caixa de Pandora, que derramou sobre todos nós os prejuízos que desbaratados agentes políticos nela levaram a cabo, sem que a tais delapidadores fossem pedido contas.
E perante tais lesivos actos consumados que deixaram a CGD em falência total, o actual executivo da nação arregimentou uma administração que tivesse talvez o dom de Midas, o qual, em tudo que tocava se transformava em ouro.
Mas logo, pelo andar da carruagem, se verificou que não era bem isso, era o contrário, pois os administradores iam ganhar rios de dinheiros públicos – o nosso suor -, sem nada prometerem em troca.
E acerca da transparência sócio laboral de tais elementos ela é tão opaca, que se julgam uns não fora da lei, apesar de não se submeterem ao que está constitucionalmente instituído, que, no caso vertente, é dar a conhecer – como pessoas de bem – os seus rendimentos e património adquiridos antes e depois da tomada de posse da administração da má administrada CGD.
Portanto, perante tal continuada negativa obstinação, de não confessarem o que possuem, melhor seria a sua imediata demissão.

Última hora: o TC deu um prazo até 9/12 para que António Domingues e ‘seus muchachos’ entreguem as suas declarações de património, como qualquer pessoa de bem vivendo num estado de direito.


José Amaral

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