quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A democracia segundo FIDEL

«No passado um médico de aldeia obtinha tudo o que queria. Era o delegado do partido que ali existisse. Se era preciso eleger um vereador, elegiam-no a ele. Um presidente de município, a ele. Um representante, a ele. Um senador, a ele. O único que sabia na aldeia era o médico. Mas o que se teria passado nessa aldeia se toda a gente fosse médico? E assim também acontece na Revolução.»

«…Com a própria Revolução as universidades abrem-se a todos, a cultura abre-se a todos, e chega a altura em que os conhecimentos são património não de uns poucos indivíduos, mas das massas.»

«…Então não existirão essas colossais diferenças entre o conhecimento de uns poucos e o conhecimento das massas. E chegará o momento em que essas diferenças serão mínimas, entre o conhecimento dos que dirigem e o conhecimento dos dirigidos.»

«E na humanidade propriamente não existem génios. Existem homens brilhantes. Com certeza que já deveis ter lido que uns recebem tal ou tal prémio; mas o génio não está nos indivíduos: o génio está nas massas. Quando alguém se destacou nas matemáticas é porque centenas de milhares não puderam estudar matemática. E se alguém se destacou na economia ou em história ou em outro qualquer ramo do saber humano, é porque os outros não tiveram oportunidade de estudar. Mas quando as massas têm acesso à cultura, têm acesso ao estudo, têm acesso ao conhecimento, então as diferenças desaparecem, porque em vez de um génio há mil, há um génio colectivo.»…


Afirmações de Fidel Castro no discurso de encerramento do 1.º Congresso do Partido Comunista de Cuba, em Dezembro de 1975. 

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