quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A expressão ‘feira de gado’ assenta como uma luva


Em amena cavaqueira entre amigos do mesmo ofício, depois de bem se ter comido e melhor bebido, o senhor MNE terá comparado e bem, por brincadeira, a Concertação Social a uma feira de gado.
Todavia, depois de ter sido descoberto o que disse, não deve pedir desculpa aos parceiros sociais, nem a ninguém, porque a verdade é mesmo essa.
Os patrões e as personalidades sentadas à mesa de negócios de tal conciliação tratam das suas reses como uma autêntica feira de gado – desculpem-me as centenas de milhar de trabalhadores que tiveram o ‘dourado’ aumento de 27 euros no seu ‘elevado e incomportável’ salário mínimo nacional –.
Esta gente de topo de todos os poderes instituídos tratam da ‘maralha’ como verdadeiros escravos dos tempos actuais.
Portanto, é isso que tais negociadores pensam, enquanto, entre si, se banqueteiam com o que subtraem aos escravizados.


José Amaral

1 comentário:

  1. Publicado, hoje, no Público, o que prova que quem faz a selecção das nossas cartas, entende que esta tem conteúdo. Na verdade, a nossa vida é gerida pelos nossos governantes e parceiros sociais, como se negócio de feira se tratasse, o que é lamentável e não de aplaudir. O homem foi infeliz, porque é entre amigos que nos devemos apresentar tal qual somos. O homem é malcriado e já não é a primeira vez que falta ao respeito aos outros cidadãos. Lembrar a frase que "é preciso malhar na direita". Enfim, é o que temos.

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