segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

UMA PREOCUPANTÍSSIMA AMOSTRA



Neste final de 2016, tivemos uma amostra do que nos pode reservar 2017 e o futuro. Como está de saída e talvez para aliviar a consciência do seu decisivo contributo às guerras, principalmente da Ucrânia, Líbia e Síria, Obama, desta vez, não vetou a resolução da ONU que exige a Israel o fim dos colonatos na Palestina. A mesma foi aprovada pelos 13 estados membros e a abstenção dos EUA. Naturalmente, as reações foram imediatas: os palestinianos, a Liga Árabe e todos os amantes da paz e da justiça congratularam-se. O primeiro-ministro israelita, Netanyahu, ficou furioso. Chamou a Telavive os embaixadores do seu país nas capitais dos países proponentes da resolução, disse esperar com ansiedade a tomada de posse de Trump. e com a arrogância que o caracteriza, (por outras palavras evidentemente),afirmou limpar o cu à decisão da mais alta instância mundial. Mas, mais preocupante ainda que a reação do falcão sionista, foi a do que brevemente se vai sentar aos comandos da maior potência mundial, reforçando a posição de Netanyahu.
Portanto, o problema central daquela conturbadíssima zona do mundo, o médio oriente, irá ainda agravar-se. Israel, com as costas quentes pelo seu poderio bélico convencional e atómico(único na região, recorde-se) e o reforçado apoio de Trump, continuará mantendo a Palestina como a maior prisão a céu aberto do mundo, e a ameaçar quem contra isso se oponha.
Se a este total desprezo pelo Direito Internacional, somarmos as ameaças à China e à Rússia pelo seu anúncio de se precaverem contra as bases anti-mísseis com que o império e a sua NATO as estão cercando para as neutralisar, imagine-se o que por aí poderá vir! Para já, veio o recomeço da corrida aos armamentos.
A loucura do outro frustrado do bigodinho, custou 50 milhões de mortos. E “apenas” dispunha de metralhadoras, tanques, navios e aviões. O que brevemente irá ocupar a Casa Branca e mandar no Pentágono, disporá de um poder imensamente maior! Disporá de um botão que aciona em simultâneo, misseis de curto, médio e longo alcance transportando ogivas nucleares para qualquer ponto do planeta, mil vezes mais potentes do que as que riscaram do mapa Hiroxima e Nagasáqui. Se antes não for impedido por todos nós, pela humanidade, disporá do botão do Apocalipse. Bastará pressioná-lo.
Francisco Ramalho
Corroios, 26 de Dezembro de 2016



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