terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Ruben Cavaco: afinal o dinheiro não (a)paga tudo

Acabei de ver no telejornal da RTP1 a própria mãe do rapaz agredido pelos filhos do Embaixador do Iraque dizer que os 40.000 Euros não terminam com o assunto, como foi dito pelo seu advogado, pois "espera justiça com o levantamento da imunidade diplomática" (sic). Do que infiro que espera que o Ministério Público avance com queixa após aquele ( que nunca sucederá, não é?...). Desta vez pareceu-me ver atrapalhação no rosto e nas palavras do Dr: Santana-Maia Leonardo, seria? Aguardemos...

Fernando Cardoso Rodrigues

11 comentários:

  1. É verdade amigo Fernando! O dinheiro não paga tudo! Ou pelo menos, não devia pagar...
    De vez em quando ouço-o( sempre com agrado, evidentemente) na "Antena Aberta".Grande abraço Sr. Doutor!

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  2. Obrigado pela referência pessoal, caro Francisco.

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  3. A senhora, tão defensora dos bons princípios e da justiça, depois de receber a indemnização ajustada entre o seu representante e o pai dos menores, pretende agora comer em duas messes. Perguntem-lhe, que sendo tão justiceira como quer ser, o que andava o filho a fazer de madrugada, na companhia de outros menores, em bares e pelas ruas da vila. Devia incomodar-se com a vida que o filho levava e não estar a fazer-se de inocente no comportamento deste, que é sua responsabilidade, porque está separada do pai, que também não é assim tão aceitável.

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  4. Pode-se discutir se uma indemnização é ou não "justiça feita", agora caro Joaquim Tapadinhas, trazer ao debate opiniões sobre comportamentos éticos de uma mulher porque o filho passeava na rua à noite, por favor! O crime, repito, o crime é o de agressão violenta e nada mais.

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  5. Pois, a mim, concordando com o autor do texto (o amigo Fernando), Independentemente dos interesses, razões ou culpas da mãe do Ruben, como cidadão, interessa-me que, de um ponto de vista público (inclusive quanto ao seu efeito pedagógico e preventivo) se faça justica.
    Aliás, é justamente muito por isso que este caso (como identicos) é considerado penal e processualmente um "crime público".
    Enfim, é justamente por isso que é bom que, como escreve Fernando Rodrigues, "o dinheiro não (a)pague tudo".
    E, muito menos, com a ajuda (activa ou passiva...) de advogados...

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  6. Amigo Fernando Rodrigues - As pessoas de bem lutam por um mundo melhor e o meu Amigo, pelo o que leio está nesse grupo. Porém, ninguém é está purificado em todas as suas actuações ou opiniões. Os meninos em causa, que estão na idade escolar, cujo o aproveitamento é devido porque o ensino é pago por todos nós, num dia da semana, parece que a uma quarta-feira, cerca das 2 da madrugada, segundo a comunicação social ainda andavam na frequência dos bares, o que julgo que não é recomendável, mas nestas modernices parece o contrário. Quanto ao receber ou não receber dinheiro, parece-me que é assunto que merece ser discutido, mas eu aceito que possa estar errado. Quanto ao menino, às duas da manhã, depois de se separar do grupo de amigos, não me parece ser a hora apropriada para se passear, mas, conforme atrás já referi, posso estar errado. Estou-me nas tintas para razão que, em princípio, defendo, porque eu não sou perfeito, e espero, que nesta, como noutras situações, a razão triunfe, porque só assim teremos um mundo melhor.

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    1. Continuo a não estar de acordo consigo, caro Joaquim Tapadinhas, porque não vejo o que esse "moralismo" do "passear à noite numa quarta feira" tem a ver com um crime de agressão, mais que isso, com o modo de "fazer justiça". Desculpe mas aquilo que diz, em menor proporção, faz-me lembrar aqueles que, havendo uma violação duma mulher com uma mini-saia e um grande decote às duas da manhã, dizem: ela estava mesmo a pedi-las!

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  7. O meu amigo tem todo o direito de discordar das minhas opiniões, mas não pode tirar conclusões daquilo que eu penso sobre assuntos, embora parecidos, mas diferentes. Acha bem que um miúdo frequente bares e ande "a passear" às duas da manhã, quando devia estar a descansar dado que é estudante e está em período escolar e que a mãe nada tenha a declarar sobre isso. É a sua opinião, que eu respeito. Quanto às mini-saias, tenho algumas netas que as usam, nada tenho a ver com isso, e nem me parece que a comparação que faz e que expõe, do que lhe faz lembrar, não vem muito a propósito.
    No fundo, queremos um mundo melhor e mais justo, e não é necessário que estejamos sempre de acordo em todas as situações. Um abraço lusitano.

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    1. Caro Joaquim Tapadinhas, insisto em que o assunto ( a agressão) é penal e não pedagógico. Como bem chama a atenção o João Fraga, o crime é público. Eu não tirei nenhuma conclusão acerca do que o senhor pensa. Já agora, quem o fez foi o Joaquim ao dizer, em jeito de asserção, que eu "acho bem que o miúdo ande a passear..." (sic) quando essa inferência é manifestamente abusiva pois não sabe o que penso sobre isso. O que disse e repito,no meu texto inicial, é que o assunto é penal ( de crime público) e depois reagi ao seu comentário referindo que este valorizava em tom pedagógico-moralista a postura da mãe do Ruben quando isse não era aquilo que discutia no meu texto.
      Cumprimentos

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  8. Caro Amigo - Como a vida dá tantas voltas, que é impossível contá-las, e cada um tem um percurso de vida, que lhe é próprio, e não havendo o homem perfeito, em função das nossas vivências, porque apenas há o homem e as suas circunstâncias, e até exactamente por essas, até já fui juiz no tribunal criminal. Eu não desvalorizo o crime público, que deve ser julgado com os instrumentos da lei, nem faço confusões entre pedagógico e penal (no ensino desde professor, a formador, a presidente do conselho pedagógico e do conselho directivo, passei todo esse percurso), mas não sou o detentor exclusivo da razão. Procuro ser um cidadão cumpridor perante as leis do meu país e no respeito pelo semelhante. Na análise deste triste acontecimento, que envolve jovens num conflito que atinge a barbaridade, sem o conhecimento das raízes e do desenvolvimento do drama, não pretendo pôr mais achas na fogueira, dado que está entregue à justiça e esta que resolva. Incomoda-me mais os sem-abrigo que estão a sofrer de fome e frio. O nosso colega de blogue Santana-Maia já se referiu ao caso de maneira sensata, como. aliás, costuma ser a sua postura de homem de bem. Possivelmente, eu não consigo encontrar nas palavras a maneira mais correcta do que penso e por isso também não é possível fazer-me compreender com perfeição. Desejo-lhe tudo de bom e que continue a lutar, como verifico que o faz, por um mundo melhor.

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