terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A 7 de Fevereiro de 1985, morre, em Lisboa o escritor Nuno Bragança



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A 7 de Fevereiro de 1985, morre, em Lisboa, o romancista português Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança. Era licenciado em direito, tendo pertencido ao grupo de católicos que se opunham ao regime do Estado Novo e que colaboraram em O Tempo e o Modo, revista fundada em 29 de Janeiro de 1963, cujo primeiro director foi António Alçada Baptista. As suas convicções políticas obrigaram-no a um exílio forçado na Argélia e, posteriormente, em diversos países da Europa. Foi colaborador das publicações literárias Seara Nova e Vérticee, esteve ligado ao cinema como crítico de filmes e guionista. São dele os diálogos do filme português Verdes Anos, realizado em 1963 por Paulo Rocha. Foi autor dos romances A Noite e o Riso (1969), Directa (1979), Square Tolstoi (1081), Estação – Contos (1984) e Do Fim do Mundo (1990). Escreveu, também, a peça de teatro A Morte da Perdiz, até hoje não publicada.
Nasceu em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1929.

1 comentário:

  1. Obrigado ao Mário de Jesus por fazer esta evocação. O prof. José António Saraiva, uma figura ímpar na cultura e literatura portuguesa do século XX, durante uma aula em que se falava na melhor maneira de abordar uma época ou uma escola literária, disse que para se conhecer um determinado período, bastava ler um livro de uns determinados escritores, dois ou três, porque o escritor só escreve uma obra que reproduz nas seguintes. Falou de Agustina Bessa-Luís e do livro "A Sibila" e de Nuno de Bragança e do livro "A Noite e o Riso". Assim, na opinião de António José Saraiva, este é um escritor que marca uma época.

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