terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

As 5ªs dos compadres e outras queixas


- Corre por aí um boato, de que uma editora lançou um livro com 577 páginas, lavrado por um cérebro que só se lembra do que se passava às 5ª feiras. Imagine o leitor de que o papa-açorda-autor, tinha miolos para poder recordar as conversas que trocara com o seu interlocutor e também conhecedor das matérias que os comprometia a juntarem-se naquele agendado dia, de 2ª a sábado, já que um deles ao domingo, estava dispensado para frequentar uma licenciatura mal acabada e pior explicada. Sabem qual seria o resultado de tantas reuniões entre tais personagens, que ocupavam cargos de responsabilidade e de nojo, um enquanto ignorante intelectual e com aprendizado no Estado Novo e registado em cartão identificativo do estatuto, outro, por movimentar-se na escuridão dos friportes e o que mais se verá saído do caso "nobre" da Operação Marquês, e do circuito do dinheiro envolvido? Não sabe, pois não? Então eu digo-lhe. A editora que agora publicou o calhamaço que põe a descoberto os diálogos travados entre estes dois pobres ex-presidentes, qual deles o mais mentiroso e falso, teria matéria já não para 577 páginas mas para cerca de 332 livros, correspondentes a um por dia num ano civil. Se a capacidade do editado compadre algarvio, lhe permitisse denunciar em jeito de ajuste de contas, as conversas mantidas com o engenheiro das manobras financeiras, que o ligam desde o Brasil a Évora, a editora teria aqui a possibilidade de se tornar a maior video-câmara, capaz de destruir a face oculta e por tudo a nú de ambos os intérpretes que se reuniam na "Casa dos Segredos às 5ªs e outros dias". O negócio com lucro é que já não seria lá grande coisa, porque a mediocridade dos temas tratados são pobres e mesquinhos, que só interessam aos mexeriqueiros e afilhados de(a) ocasião, a clientela do escriba-açorda, que correram atrás da última assinatura no espesso volume, para envelhecer na estante dos livros nunca lidos, apenas espreitados;

                    


5 comentários:

  1. Mesmo que quisesse "comentar" o seu texto, Joaquim, não me atreveria pois a sua verve satírica, esmaga-me! Abraço!

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    1. Caríssimo Dr. eu é que lhe agradeço a grandeza do seu comentário pela simplicidade que usa e com que enaltece a minha verve. Eu sei que sou um rebelde, que não respeita formalismos, nem calendários de vacinação contra a má língua, nem regras, excepto as que têm as mulheres que não me querem bem. Mas nessa qualidade de rejeitado quando escrevo qq. coisa, que sei pode incomodar, as regras, sem pensar em paliativos, soporíferos, ou cirurgias nas palavras, que me cortem a raiz ao pensamento, eu sigo em frente e cravo a ponta aonde posso. De uma coisa suspeito que tenho a certeza, - eu sou um aprendiz junto do Dr. que eu leio com mil cuidados e todo o respeito. Obrigado pela sua intervenção, que é sempre bem-vinda e melhor aceite; - Abraço deste provocador!

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  2. Não tenho intelecto suficiente para comentar esta obra-prima de bem escrever com um autêntica PENA FIEL.

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    1. oh, grande "laramaze", senhor das palavras como pedras ornadas que entram na construção dos poemas. Só me faltava o meu amigo, companheiro destes cometimentos cheios de canseiras como agulhas para picar-mos os toiros que lidamos. E olhe que são feras de outras selvas que se movem pela calada, não fosse o meu amigo e nós outros descobrir-lhes as carecas e dar-lhes no lombo. Mas o meu Caro Zé Amaral, é que sabe bem como fazê-lo e disso é vasta as provas dadas, e dispersas por páginas, blogues, revistas e livros ao dispor de todos os interessados e curiosos de saber mais. Eu já disse e repito-lhe, como fiz com o nosso companheiro de missão, nesta viagem pela escrita, e comentário às vezes publicado, o Dr Fernando Rod.s. - não sou se não um aprendiz junto de vós. Fico-lhes grato por deixarem-me beneficiar de tais companhias. Obrigado!

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