quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O acordo imposto sobre Almaraz


O acordo transfronteiriço imposto pela UE a Portugal, acerca da perigosa e obsoleta central atómica de almaraz e do armazém que traz a reboque, só vem encorajar e assoprar-nos os não bons ventos que nos podem prejudicar irremediavelmente.
Assim, enquanto ‘o pau vai e vem, folgam as costas’, também os espanhóis, ‘useiros e vezeiros’, continuam a não nos ligar patavina, pondo-nos ‘a ver navios’.
Logo, esta ‘resolução amigável’ nada acrescenta de proveitoso para nós, uma vez que nuestros hermanos, em decisões internacionais a nosso favor, nunca foram bons cumpridores.
Veja-se, por exemplo o que aconteceu com a usurpada Olivença, a qual nunca nos foi devolvida, apesar da decisão internacional para que a mesma voltasse a ser solo lusitano, conforme foi estabelecido e confirmado, com anuência oficial de Espanha, através da Acta Final do Congresso de Viena, a 7 de Maio de 1817, isto é, já lá vão 200 anos.


José Amaral

4 comentários:

  1. Sei que o amigo Zé Amaral é um defensor da causa Olivencina. E agora desta, de Almaraz!Esta, amigo, como sabe, pode-nos trazer água pela barba...Água radioactiva. Pode-nos trazer uma imensa desgraça. Por isso, estou a ver isto a ser tratado, cá deste lado, em águas muito mornas. E não só pelo lado do Governo! Por todos! Incluindo o povão. Mas desse, coitado, como dizia o Guerra Junqueiro "imbecilizado e resignado" o que é que se pode esperar?

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  2. Espanto! O Francisco acha "isso" do povo! Nada se pode esperar dele?...

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  3. Claro que é pertinente o comentário! Tem que se esperar tudo. Porque sem ele, nada feito! E o GJ dizia isso dele, de nós, mas também dizia: "...Um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional..."

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  4. Boa malha, amigo José Bernardo! Estamos sempre de joelhos, ninguém nos liga patavina, apenas cá vêm sacar algum...

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