domingo, 5 de fevereiro de 2017

Odisseia no metro do Porto.


À algumas semanas, cerca das 18.30 horas dirigi-me à estação do metro de Santa Clara (Vila do Conde) com o intuito de ir à Maia (estação parque Maia).
Quando pretendia tirar o bilhete na maquina, verifiquei que não aceitava dinheiro (moedas ou notas), fui à maquina do lado oposto, a mesma situação, ambas aceitavam apenas cartão bancário.
Como faço parte da grande maioria da população que não possui cartão bancário, fiquei num dilema, ir ou não ir.
Decidi ir, tinha dinheiro para pagar o bilhete, se alguém estava em falta era a empresa “metro do Porto” por não prestar um serviço eficiente aos clientes.
Tive dificuldade em entrar, pois além do comboio estar bastante cheio, levava bicicletas, pranchas de surf, skates, bagagens de diversas dimensões que ocupavam uma parte considerável da carruagem, mais parecendo um comboio misto  (passageiros e carga), basta dizer que ao entrar fui empurrado pelas pessoas que também queriam entrar ficando com uma roda de bicicleta entre as pernas.

Duas estações a seguir entraram os fiscais, uma parte considerável dos passageiros precipitaram-se para a saída, por razão óbvia, ficaram bastantes lugares vazios, mas não me sentei, dirigi-me a um dos fiscais e expus-lhe o situação quando ao bilhete.
Visivelmente aborrecido e incomodado, disse-me que devia ter saído na estação a seguir à qual entrei para tirar o bilhete.
Perguntei-lhe porque não comunicava à central que as maquinas não estavam devidamente operacionais, respondeu-me que na central sabem tudo o que se passa nas estações, perante isto, indignado, sai na estação seguinte.
Felizmente consegui tirar bilhete, não obstante esperei cerca de trinta minutos ate embarcar novamente.
Sai na estação “Fonte do Cuco” para fazer transbordo para o comboio que se dirigia para a estação “ parque Maia”.
Enquanto esperei, um grupo de jovens agrediam-se mutuamente e tentavam danificar as maquinas da estação, senti-me inseguro.
Entrei no ultimo comboio com destino à Maia, a carruagem estava de tal forma suja que antes de sentar-me sacudi o pó do assento.
Hilariante que a determinada altura do percurso a velocidade do veiculo é tão reduzida que se acompanha perfeitamente a pé, alem de demasiadamente barulhento.
Quando cheguei à estação “parque Maia” carreguei no botão para abrir a porta, em debalde, insisti, estava avariada, tentei sair por outra porta, mas não cheguei a tempo, tive que sair na estação seguinte.
Não esperei pelo comboio que me deixasse na estação onde pretendia sair, saturado, preferi vir a pé, pois certamente chegava mais depressa ao meu destino.
Se numa viagem acontecem estas atribulações, coitadas das pessoas que utilizam diariamente este transporte.
Para gáudio e beneficio de alguns em detrimento de todos os outros, o estado tem uma vontade desmedida de controlar tudo e todos, sabendo sobejamente que é mau gestor.
À semelhança de outras empresas e serviços públicos, paga-se muito por um serviço mau, com a agravante de consecutivamente apresentarem défices de vários, para não dizer muitos milhões de euros, ou seja, paga-se novamente através dos impostos.

Até quando esta imoralidade?

José Araujo



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