quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Os 30 anos sobre a morte de ZECA AFONSO

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A 23 de Fevereiro de 1987, morre, em Setúbal, o cantor de música de intervenção e grande compositor português, José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, que é também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, apesar de nunca ter utilizado este nome artístico. Nasceu no dia 2 de Agosto de 1929, na freguesia da Glória, em Aveiro.
Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 1960 do século XX e se prolongou na década de 70, sendo dele originárias as famosas canções de intervenção, de conteúdo de esquerda, contra o Regime. Zeca Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura Salazarista vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, “Grândola, Vila Morena”, foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), comandados pelos Capitães de Abril, que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.
Em 1994 seria editado Filhos da Madrugada Cantam José Afonso, um CD duplo em homenagem a Zeca Afonso. No final de Junho seguinte, muitas bandas portuguesas que integraram o projecto, participaram num concerto que teve lugar no então Estádio José de Alvalade.
Em 24 de Abril de 1994 a CeDeCe estreia no teatro S. Luiz o bailado Dançar Zeca Afonso, com música de Zeca Afonso e coreografia de António Rodrigues, uma encomenda do Município, a propósito da Capital Europeia da Cultura.
Muitas das suas canções continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existem actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial. O seu trabalho é reconhecido e  apreciado pelo país inteiro e Zeca Afonso, com a sua incidência política que as canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura poética portuguesa.

4 comentários:

  1. Caríssimo Mário, ainda bem que o meu amigo e atento companheiro, destas escritas, se lembrou e nos lembrou do grande Zeca, que eu conheci ao vivo no último espectáculo que ele deu no Coliseu. Dele tenho alguns álbuns-LP- aqui mesmo comigo, e ainda um livrinho de poemas que ele publicou. Obrigado por o fazer existir aqui entre nós, neste dia dos 30 anos dos seu afastamento. Mas ele anda por aí, apesar de alguns neo-qq.coisa das rádios lhe terem alergia, e silenciá-lo mais do que o devido! - Joaquim A. Moura

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  2. Obrigado Caro Mário por trazer ao nosso convívio tão fascinante e saudosa personalidade. Conheci-o no seu último espectáculo no Coliseu, e dele tenho aqui junto a mim 4 LP e um livrinho de poesia que ele deixou. Admirável Homem e extraordinário Compositor, ainda que hoje alguns novatos da rádio não o passem como seria devido. Mas ele está entre nós, e somos ainda muitos. "Muito mais de cinco, que vêm mil vezes multiplicados de uma assentada"

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  3. imperativo lembrar - dever de cidadania . Obrigada.

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