quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O ESSENCIAL E O ACESSÓRIO



(PUBLICADO HOJE, 24/2/17, NO DESTAK)

Evidentemente que o Governo, nomeadamente o ministro da Finanças, não devia ter prometido o que terá combinado com António Domingues. Isso é ponto assente e, se porventura foi assim,devia tê-lo reconhecido claramente. Portanto, sendo isso importante, mas pelo que está em jogo, não é, nem de longe, o essencial. O essencial,o que está em jogo, é a Caixa Geral de Depósitos continuar a ser publica e bem gerida. Sendo assim, o suporte, o grande catalisador, do tecido empresarial deste país,nomeadamente, das micro, pequenas e médias empresas, concedendo-lhe de forma justa o indispensável apoio e crédito. E, dessa forma, contribuir decisivamente para o desemprego, e para minimizar as gritantes e imorais assimetrias sociais.
A Direita,O PSD e o CDS, também sabem isso! Mas estão-se nas tintas. O que lhes interessa, é continuar a esgravatar no acessório. No que Centeno terá dito a Domingues e vice-versa, mantendo assim na ordem do dia, pelos piores motivos, o nome daquela importantíssima instituição para a economia nacional, para desprestigiá-la, e em ultima instância, privatizá-la e pô-la ao serviço da sua gente. A minoria privilegiada. A que, para o ser, suga o sangue deste povo. Ou seja, como disse quem nos deixou faz hoje 30 anos, Zeca Afonso; os vampiros.
Francisco Ramalho

Corroios, 23 de Fevereiro de 2017

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