quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Quem não deve não teme

É de fácil entendimento a relutância de certas forças partidárias, quando lhes dá mais jeito, tudo façam para impedir que se conheça o conteúdo de certas mensagens, neste caso as trocadas entre Centeno e Domingues e estritamente ligadas ao caso "CGD", aliás, ninguém bem formado estará interessado a partes privadas pois não são de interesse público. E o que ainda mais admira, é ver comportamentos género "virgem ofendida" de quem em 1974 bisbilhotou a vida privada de todos nós culminando com o envio dos ficheiros da PIDE para Moscovo. Também convém não excluir a hipótese do telemóvel utilizado lhe estar distribuído para uso oficial e nesse caso até estamos a falar dum abuso de confiança: a sua utilização em assuntos particulares. Aliás, sobre estas escutas/gravações, e outras de triste memória entretanto mandadas destruir, que tal alterar a lei que impede que determinadas individualidades sejam escutadas, excetuando assuntos que ponham em causa a segurança ou o interesse nacional evitando-se muita corrupção e negociatas que têm levado Portugal à ruína? Quando esta novela começou, caso se tivesse sabido o conteúdo das SMS, o assunto estava ou não resolvido? Só lamento que Jerónimo de Sousa desde que é governo, tenha perdido o pio, caso contrário até parece estar a ouvi-lo dizer o provérbio "quem não deve não teme" para gáudio dos da sua bancada. Jorge Morais

Publicada no Jornal DESTAK em 22.02.2017
 Revista SÁBADO em 23.02.2017
 Revista VISÃO 02.03.2017

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