segunda-feira, 27 de março de 2017

A ARTE COMO INQUIETAÇÃO

A verdadeira arte é inquietação, nada tem a ver com o entretenimento. Questiona o homem, a condição humana, o que fazemos aqui, de onde viemos, para onde vamos. Mostra-nos o caos, o ódio, a guerra para que pratiquemos o amor. A arte é liberdade, é libertação. É descer aos infernos, aos paraísos de nós mesmos. É sonho, é imaginação, é utopia. É teatro, é música, é poesia. Perante uma sociedade que prega o consumo de massas, o útil e o imediato, a arte alerta-nos para os grandes problemas do homem e do mundo. Daí que seja perseguida pelas ditaduras e relegada para segundo plano nas nossas escolas. A arte é conhecimento, sabedoria. Pode ser dionisíaca ou apolínea. É ela que nos dá asas, conjuntamente com a filosofia. É ela que nos aproxima do divino, do fraterno. Crescemos com ela. Evoluímos rumo aos céus, rumo ao infinito. A arte é poesis, transformação, magia. Atrevo-me a dizer: só a arte e o amor salvarão o mundo.

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