terça-feira, 28 de março de 2017

COMUNICAÇÃO AO NOSSO ENCONTRO



A IMPORTÂNCIA DOS JORNAIS E A IMPORTÂNCIA QUE ELES NOS DÃO

Caros companheiros e companheiras de escrita
Ilustres convidados
Com o advento da Internet e respetivas redes sociais,nomeadamente do Face Book, os jornais perderam influência. Perderam influência, mas não perderam importância. E não a perderam, em minha opinião, porque é mais importante, mais credível, a informação e a opinião veiculadas por eles, que pelas redes sociais. Porquê? Porque nestas, para além de alguns textos bem escritos e bem intencionados, há muita palha. E até, muito lixo. Ou seja, muita coisa que espremida não dá nada, e tanta outra, que não passa de mero disparate e descarga de frustrações e insultos torpes e gratuitos.
Evidentemente que nos jornais e revistas (e não me refiro às cor de rosa, que essas nem sequer são para aqui chamadas...), nem tudo é bem escrito,verdadeiro e bem intencionado. Mas, pelo menos, a linguagem desbragada e ofensiva que prolifera nas redes sociais, não é permitida. Portanto, o nível da imprensa escrita é bastante superior. Daí a minha convicção da sua continuada importância. Falo na imprensa escrita, e poderia falar ,em grande parte dela, também publicada eletronicamente,e de tão fácil acesso, bastando um “simples” telemóvel, ou qualquer outro computador portátil. Mas continuo a preferir os jornais e revistas em papel. Apesar de tudo, continuam ainda a ser mais acessíveis para todos. Sobretudo, para quem, que por algum motivo ,não utiliza as novas tecnologias.
Portanto, quanto à importância dos jornais, mais haveria para dizer. Mas, porque o tempo é precioso e limitado, e porque a importância que eles nos dão é tão pouca, que é preciso mais tempo para o exemplificar,embora todos nós tenhamos essa experiência.
O exemplo mais ilustrativo e radical dessa tão pouca importância que nos dão, foi o de pura e simplesmente suprimir totalmente o espaço que desde que me lembro, o emblemático e secular “Diário de Notícias” reservava aos seus leitores. Mas quase todos os outros também reduziram, alguns drasticamente, tal espaço. Por exemplo, a revista “Notícias Magazine” que disponibilizava 4 ou 5 páginas, atualmente reserva uma mísera coluna. Tal como a Visão. Honra seja feita ao “J N” que continua com uma página inteira para esse fim, e divulgou durante alguns dias este nosso encontro.. Outro exemplo bem elucidativo, é o facto da nossa companheira e dinamizadora destes nossos encontro, a Céu, ter enviado pedidos de divulgação deste evento ao JN, DN, Expresso, Publico, I, Destak e TSF e apenas o Jornal de Notícias o ter feito.
É conhecida a crise por que passa a imprensa escrita, devido à Internet e não só. Mas será compreensível e justo serem os seus mais dedicados leitores/colaboradores a pagar a crise? Que é como quem diz, a própria democracia? Sim,porque são eles a voz do povo. E calara voz o povo, ou pô-lo a “falar” baixinho e tornar menos pluralistas os jornais, é prejudicar gravemente a democracia.
Somos ainda prejudicados, tal como a própria democracia, caros companheiros e companheiras da palavra escrita (como costuma dizer no nosso blogue “ A Voz da Girafa”, um ilustre ausente, o nosso amigo José Amaral), somos ainda prejudicados, dizia, não só pela redução mais ou menos drástica e generalizada do espaço das “cartas do leitor”, somos também pela sonegação e por cortes do que escrevemos.
Para não me alongar mais, termino com este exemplo: o jornal “O Seixalense”, onde sou colaborador, numa recente edição, um artigo de minha autoria, é publicado em duas páginas .Numa delas, subscrito naturalmente por mim, e na outra, assinado por outro cronista do jornal. Na edição seguinte, o lapso foi corrigido, sendo de novo o meu artigo e o do outro colaborador publicados na mesma página com o respetivo ( que não olhávamos a isso), pedido de desculpas a ambos. Pois bem, também numa recente edição(10 deste mês) de um jornal de expressão nacional onde escrevo praticamente desde a sua fundação e que é uma respeitável tribuna para os seus leitores ( no melhor pano cai a nódoa), o “Destak”, aconteceu mais ou menos o mesmo: um artigo meu, subscrito por outro leitor, o Zé Amaral. Evidentemente que errar é humano. Só não erra quem não faz. É natural. Agora será também natural que esse erro não só não seja corrigido e nem sequer uma simples palavra de satisfação seja dadas aos visados?
Fico-me por aqui que o tempo urge e ele é precioso para todos. Termino mesmo, dizendo que apesar de tudo, claro que não vamos desistir. E desanimar, jamais!
Até pró ano!
Francisco Ramalho
Lisboa, 26 de Março de 2017

PS- soubemos depois que o Publico e o Clube Português de Imprensa também divulgaram o nosso encontro.




2 comentários:

  1. Caro Francisco, também enviei um artigo aqui publicado, para o Páublico e Expresso, como faço habitualmente, e desta vez ZERO. É a vida, dizia o outro. Temos de apostar neste nosso blog e desenvolvê-lo, como discutimos no nosso Encontro. Abraço

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    1. Manuel , saiu uma carta sua no Público no dia 27 , a que me havia enviado antes do Encontro. («É difícil escrever sobre um dos meus hobbies...")

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