sábado, 4 de março de 2017

Fernando Alves, o cultor da Palavra


    Fernando Alves, jornalista e cultor das palavras, confeciona-as e degusta-as, tratando com estima a língua de Camões, Pessoa, Alegre, Brandão, Antero e outros. Uma conversa a três, na TSF  , com ele, a sua filha Miriam Alves e a jornalista Teresa Dias Mendes foi sumarenta. A rádio tem sido a paixão de Alves, com o poder das palavras numa dinâmica de projecto certeiro, incisivo e progressista. Imprime-lhes ritmo e musicalidade poética. A palavra - liberdade -  usa-a
como timoneira no seu discurso, defendendo-a de grosseiras contrafações. O seu programa ‘Sinais’, na TSF, é (quase) um hino burilado à poesia em prosa. Dá-lhe o perfume dos cravos vermelhos. Ficam petaludos. O seu notável jornalismo sente-se na paixão da rádio que lhe está colada ao ADN, valorizando e prestigiando o ofício. A luz faroleira impregnada nos seus textos guia-nos para mensagens e interrogações que sobressaltam. Fernando Alves citou um jornalista do ‘El Mundo’: «A origem do jornalismo está no espanto». Subscrevo. Espanta-nos o seu criativo talento e o que carregam as suas palavras lavradas. Jornalismo eivado de
luminosidade recentra-nos no caminho de acreditar que o futuro trará uma sociedade decente.
  Bem-haja Fernando Alves!, pois tal como ele, também amo as Palavras - minhas estrelas!

                                            artigo de opinião de Vítor Colaço Santos

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