quarta-feira, 1 de março de 2017

Infiltrados

Não obstante raramente me identificar com o que João Miguel Tavares (JMT) escreve, adoro lê-lo. A incompreensão que, no Público de 25 de Fevereiro, demonstra por não ser nomeado para órgãos fulcrais do BE e do PCP comove-me. Quereria, certamente, nesses postos de “poder”, exercer o seu contraditório e, sabe-se lá, influenciar as orientações políticas daqueles partidos. Desejos legítimos, embora um pouco incompreensíveis para quem tão acerrimamente defende a propriedade privada que, naqueles partidos, não cabe a JMT nem aos seus correligionários. Já o Banco de Portugal, que não é privado, talvez tenha a ganhar com a inclusão nos seus órgãos (só consultivos, não executivos) de individualidades que, gostemos ou não, se destacaram no pensamento económico, como é o caso de Francisco Louçã (FL). A JMT lembro que, se fosse possível FL exercer qualquer função consultiva no Ministério das Finanças ao tempo em que Paulo Núncio brilhou como Secretário de Estado, talvez não vivêssemos hoje as vergonhas que por aí se vêem nestes dias. Quanto à TINA (mais uma) ao capitalismo, se JMT dixit...


1 comentário:

  1. João Miguel Tavares escreve bem, é um facto, mas anda "desesperado". Não quer entender que o capitalismo que existe hoje em dia é somente o "capitalismo financeiro" ou seja... o selvagem. O liberalismo "puro" foi-se tal e qual a social-democracia se esvai. O comunismo também, embora tente sobreviver numa quimera ( corpo híbrido) de que é exemplo a China, ou com lógicas musculadas e mafiosas como na Rússia actual.
    Quanto ao Banco de Portugal/Francisco Louçã (conselho consultivo) tenho para mim que toda a organização que não introduza em si mesma o contradiorio não é séria, como era o caso das comissões de ética quando eram totalmente confessionais.

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças a quem quer que seja. Não serão considerados os comentários anónimos. Obrigado.