terça-feira, 28 de março de 2017

Os direitos dos leitores

Os direitos dos leitores
Realizou-se, há dias, mais um encontro dos leitores que escrevem cartas aos jornais. Eu sou um deles, neste jornal, mas estou cansado e desanimado. De uma maneira geral as minhas cartas não são publicadas! Penso saber o motivo – não falam da espuma dos dias, da política de casos e de mentiras. Tenho pena que os leitores não possam dar opinião sobre outros assuntos que, não estando na agenda mediática, sejam para si motivo de reflexão e debate. Hoje, por exemplo, li a ultima participação da Alexandra Lucas Coelho e não posso deixar de lamentar que seja mais uma belíssima jornalista do Publico que foi dispensada. O Publico é dos leitores que pertencem, na sua maioria, às camadas mais letradas e cultas da sociedade e que, por isso mesmo, são exigentes para com as suas sucessivas direções. Ora estávamos habituados à qualidade e imparcialidade política e a uma visão progressista e esclarecida da sociedade. Não queremos um Publico tabloide, nem reacionário, e por isso queremos continuar a escrever cartas e a denunciar o que nos parece que está mal na sociedade em geral e na linha editorial do Público em particular. Tenho quase a certeza que esta será, infelizmente, mais uma carta que não será publicada pelo “meu” (nosso) jornal…

3 comentários:

  1. Nunca fui leitor do publico. Sempre ouvi dizer que dá prejuízo. Porque será que o Belmiro continua a mantê-lo?...

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  2. Este texto ( que veio inserido no PÚBLICO de ontem) do Palha é o exemplo claro de algo que a socióloga Marisa Torres nos disse ( 4º Encontro de Leitores/Escritores, no domingo passado), embora já o intuíssemos. As duas últimas linhas deram ao jornal a oportunidade de fazer um "brilharete". Até publicam cartas que "dizem mal deles", vejam lá!... Que ecletismo!...
    Todos sabemos que não é bem assim mas enfim. O pior "lobo" é o que veste a pele de "cordeiro" e nisso "os homens do Observador" não brincam. Primeiro a migração do J.M.Fernandes para o "dito" digital, depois a "metastização" para o "nosso" PÚBLICO, a lenta mas progressiva onda de "despedimentos", a parcial ( pois então!...) manutenção de alguns colunistas de que não "gostam" mas...
    As cartas, bom, embora as "desprezem", colocam um "cirurgião triador" a lê-las ( e sabe do que faz!) e caldeando bem o seu teor diverso, vão calcorreando o caminho que os leva aonde querem. paulatinamente...
    Pareço ressabiado? Isso será o que David Dinis e a equipa do Observador, perdão, do PÚBLICO diria...

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  3. O direito dos leitores, acima de tudo, é serem informados com isenção. Mas, como obtê-la?

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