domingo, 30 de abril de 2017

1º de Maio, Dia Mundial do Trabalhador


   O 1º de Maio fica a dever-se à heroica luta dos operários de Chicago (EUA), que em 1886, através duma manifestação com milhares de pessoas exigiram a redução da jornada de trabalho. Nos dias seguintes, os protestos continuaram e a polícia matou 16 manifestantes,
ferindo dezenas. No rescaldo, três sindicalistas foram condenados a prisão perpétua e cinco à
morte! Este dia consagrado ao Trabalhador/Trabalho foi conseguido com valentia, sangue e lágrimas. Tudo o que têm as classes trabalhadoras é pela conquista colectiva, nada lhes é dado.
    A Revolução de 25 de Abril reabriu portas aos festejos do 1º de Maio e à democracia política,
económica, social e cultural. Conquistou-se o Salário Mínimo Nacional, o direito a férias decentes e correspondente subsídio.
   É uma jornada de luta contra as desigualdades sociais e salariais. Portugal, em 1975 redistribuiu 60% da sua riqueza em salários, em 2015, somente 33,6%!… É preciso revogar a
caducidade dos contratos colectivos. A precariedade é um flagelo que atinge 1 milhão de trabalhadores, sobretudo jovens e cada vez há mais. São mais baratos, descartáveis e trabalham
mais horas do que a média da UE, sendo a terceira maior carga horária. Um em cada cinco
trabalhadores não tem emprego permanente.
   A inversão/resolução desta situação beneficiará a produção - aumentando a riqueza e criando equidade.
    Que Viva sempre o 1º de Maio!

                                      artigo de opinião de Vítor Colaço Santos

1 comentário:

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