domingo, 30 de abril de 2017

A VIDINHA

Venho à confeitaria, olho as pessoas, nada parece afectá-las. Nem as bombas de Trump e do Daesh, nem o fascismo de Marine Le Pen, nem o capitalismo de Macron e Merkel. Continua a pensar-se só em futebol, nas novelas e na vidinha. Grande parte das pessoas estão alienadas. Estão fechadas no seu mundo, cada vez mais sós, entregues à tecnologia. Não há vida, só morte em vida. E automatismos. E compra e venda. Na verdade, parece haver vida, liberdade nos bebés e nas crianças, na sua inocência, mas logo eles serão convertidos às leis da máquina.
Que podridão nos vendem os inimigos da vida. Querem que sigamos o rebanho, enquanto eles acumulam. Que gente reles, odiosa. Vermes. Deveriam ser banidos da face da Terra. No entanto, as pessoas preferem atacar o seu semelhante, o vizinho do lado que recebe o Rendimento Mínimo ou o imigrante. As pessoas não têm consciência do seu inimigo de classe. E lá vão prosseguindo a sua vidinha.

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