quarta-feira, 5 de abril de 2017

Misericórdias accionistas?...

O Montepio anda mal, todos o intuímos, para não dizer, sabemos. Agora fala-se da entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) como accionista da Caixa Económica  Montepio que é a outra face  da Associação Mutualista Montepio, numa simbiose de "pelicanos" que ( pelo (menos ao nível dos "chefes") está desavinda. O presidente da SCML, Santana Lopes, embora não se pondo totalmente de fora, já disse  que a "sua" instituição" não se mete por caminhos ínvios. Bagão Félix, na Antena 1 de hoje, também já o parafraseou e disse que isso não faz sentido nenhum pois "as Misericórdias não tem por missão serem accionistas de nada, antes existem para valer a quem precisa". Sei que a SCML tem um estatuto singular já que é tutelada pelo governo, embora pertença à União das Misericórdias Portuguesas ( cá está mais um exemplo dum conúbio estranho...), mas espero que não se comporte como a Cáritas ( de Lisboa também!...) - que passou a ser com uma "Sociedade Gestora de Fundos"- e vá gora ser accionista ("gordo", imagino) dum Banco. Ainda por cima quando o ex- presidente deste, arguido no "caso Marquês" e agora  presidente do "outro pelicano", se agarra como uma lapa a este último cargo.

Fernando Cardoso Rodrigues

1 comentário:

  1. Neste país já muita gente, que ocupa cargos que deviam ser respeitados, perdeu a vergonha. Também corre no vento que o que interessa é ser esperto, e ser honesto não merece assim tanta admiração. As leis que correm e regulamentam as nossas vidas, são feitas de acordo com os interesses de quem as produz e nem sempre salvaguardam os princípios da igualdade. A lei do enriquecimento ilícito, que anda há anos para ser devidamente regulamentada, nunca mais acaba por entrar em pleno funcionamento e, entretanto, vão passando os prazos e os arquivamentos sucedem. Caixas Económicas, Montepios e Misericórdias não podem entrar nas regras dos capitalistas, pois, se assim suceder, traem os seus princípios. Eu julgo que estamos a viver um período bastante estranho que pode conduzir à destruição da actual civilização.

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