domingo, 9 de abril de 2017

O CASO DR. ADAMS



Há sessenta anos, o caso Dr. Adams prendia a atenção de todo o mundo. Este médico britânico era acusado de ter assassinado a sua doente Edith Morrell, uma viúva de 82 anos, com o fim de receber um legado que ela lhe prometera. Levado a tribunal, o Dr. John Bodkin Adams sustentou que a sua paciente estava a sofrer dores terríveis e desejava morrer. Após 17 sessões com a presença do médico. O juiz Devlin lavrou, a 9 de Abril de 1957, uma sentença de não culpabilidade dizendo do réu: “É restituído à liberdade!”.

O médico deste caso, que parece assumir os contornos de uma eutanásia assistida, estava, igualmente, pronunciado por outro crime de morte semelhante na pessoa da viúva Gertrude Hullett, de 51 anos. Como a Scotland Yard já havia gasto muito meses a investigar as condições que presidiram À morte de Edith Morrell, com um dispêndio superior a 8000 libras, foi decidido não julgar mais nenhum caso envolvendo o Dr. Adams para não sobrecarregar mais os cofres da coroa britânica.

2 comentários:

  1. Caro Mário, não se "zangue" comigo pela correcção que vou fazer. A associação "eutanásia assistida" não existe, é uma redundância. Há eutanásia e suicídio assistido, consoante o executor da morte é outra pessoa ou o próprio com alguém ( o médico, habitualmente) a ajudar, respectivamente. Pode dizer-me que isto é um "preciosismo" mas o rigor de conceitos é fundamental nesta discussão que está a ser travada no nosso país, pois (acredite pois tenho assistido a muitos debates), para além do rigor em si próprio, a confusão de conceitos traduzidos nas palavras "dá armas" aos oponentes para "terem razão". Perdoe-me "entrar" no seu texto mas... estou no blogue, não é?

    ResponderEliminar
  2. Desde que os comentários sejam feitos de uma forma educada, e que possamos tirar deles alguns ensinamentos, como é caso, são sempre bem vindos e só tenho que agradecer. Porque, infelizmente, verifico que alguns são feitos de forma do tipo..."sai daí, que eu é que sei, tu não entendes nada de nada". Felizmente não é o caso, e mais uma vez os meus agradecimentos pelo seu reparo. É muito raro a minha "pessoa" fazer qualquer tipo de comentários, para não entrar em conflitos desnecessários, porque não tenho saúde nem paciência, para alimentar polémicas, é o que alguns camaradas deste "blogue", parece que procuram.
    Fernando Rodrigues, muito obrigado pelo seu reparo e aprendi mais alguma coisa.
    Receba com todo o respeito, um abraço fraternal do,
    Mário Jesus

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças a quem quer que seja. Não serão considerados os comentários anónimos. Obrigado.