sexta-feira, 7 de abril de 2017

Os hipócritas da Realidade

A verdadeira aventura que a vida nos proporciona, é a infância. É uma idade venturosa. Aqui é-se feliz. Existe um egoísmo especial na felicidade das crianças. Uma tranquilidade que transita do mundo imaginário e criativo para este mundo, onde vivemos, mais seco e sério do que aquilo que é suposto ser. 

Sejam brinquedos, histórias, fantasias ou meras cócegas, a felicidade infantil não se esconde nos olhos. Ela ressalta, brilha, expande e atinge todos nós. A infância é, sem dúvida, um jardim maravilhoso, cheio de flores perfumadas e coloridas. 
A criança impõe-se! Mandam como reis. Vencem como lutadores. Voam como super heróis. Assaltam os nossos corações como piratas! São doces como amêndoas de páscoa. Impõem ao mundo as suas ideias e fantasias mais mirabolantes. Fazem algo que nós, adultos, desaprendemos de fazer: sonhar!
Constroem um mundo de ideais diferente do nosso, pré-concebido, elaborado. Elas não deixam nada ao acaso. Questionam. São cruelmente honestas.

Se nunca repararam, as crianças criam enquanto crescem. São mentes férteis e imaginativas. Em tudo o que tocam, existe vida! Sejam bolas de futebol, sejam bonecas, sejam livros ou almofadas. Defendem a sua felicidade como os guerreiros defendem a sua muralha. A criança é o universo, o centro de tudo. O absoluto.

A criança é um hipócrita da realidade. A criança é o expoente da felicidade.

Quem me dera que fôssemos todos crianças.

5 comentários:

  1. A criança é a inocência e crescerá conforme o mundo que a rodeia. É difícil construir grandes definições sobre a criança e o que ela pensa, porque ela, desde a concepção é um enigma.

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  2. É por isso e muito mais que dou por muito feliz por ser pediatra! Uma em muitas fases da vida, todas diferentes, todas com nuances diversas,todas sequenciadas num holismo dinâmico feito de surpresas vitais. Um encanto, mesmo quando as coisas doíam!

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  3. Não será que nós próprios matamos a criança que existe em nós? Por que não lutamos com a a vida, para mantermos a criança viva, deixando que a vida aconteça? É o que me ocorre. E obrigado pelo lindo texto.

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    1. Isso aí, caro Joaquim já é mais difícil! É poético mas impossível, a não ser metaforicamente. Na nossa adultícia devíamos era estar muito atentos à nossa totipotência e "corrigir Deus" que... ou estava muito desatento ou era algo "perverso" para nos "fazer assim", ainda por cima "dando-nos" a infância para sonharmos que podíamos ser somente "lindos".

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    2. Sim, entendo ..., mas às vezes "esqueço-me",e lá voltamos ao texto. Abraço.

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