segunda-feira, 17 de abril de 2017

Pesach

Por estes dias dá-se um acontecimento de enorme significado para os cristãos católicos e para a humanidade.
É tempo de reflectirmos sobre o Amor, a renovação e a libertação. Procurar no nosso íntimo a honestidade dos nossos sentimentos e abandonar as máscaras que tanto ousam exaurir a susceptibilidade que nos afastam da nossa meta: a evolução! E, esta, só se alcança quando vivenciamos o Bem, o Amor, a Caridade, a Humildade e o Perdão.
Certos monstros que moldam orgulhos e egoísmos devem ser combatidos, não com armas e terrorismos – porque se matarmos um assassino, o número de assassinos no mundo mantém-se – mas varrendo dos corações a inveja, o preconceito, o rancor, o medo, a injustiça, a rejeição e a desigualdade. Apenas criando espaços viçosos e animados é que podemos plantar os sentimentos contraditórios aos monstros que nos derrubam. É hora de arrumarmos as gavetas do nosso espírito e perfumar os cantos da nossa alma com a primavera de fé e esperança que esta “pesach” nos traz. Está na hora de evidenciar os preceitos d’Aquele que nos ensinou a Amar sem ses, sem porquês, sem rodeios. Vamos dar a vida como Ele nos deu a Dele. Ele Acreditou em nós e no golo que tanto almejamos concretizar, a Evolução de um sentimento único, que Ele nos ensinou. Amanhã é um novo dia. Mais um dia onde podemos espantar o nosso íntimo de pensamentos de tristeza e de solidão e renovar as atitudes, cultivando a alegria de viver em paz e harmonia.

Assim, fazemos a nossa parte no processo evolutivo da Humanidade: “pesach”, a passagem, a renovação, a nova vida, a Páscoa!

4 comentários:

  1. Não sei se o Ricardo tentou um "trocadilho" quase brincalhão, mas o primeiro parágrafo deixou-me na "dúvida" e o restante texto ainda mais. Quis mesmo dizer Pessach? Páscoa judaica, a que celebra a passagem ( a do "anjo da morte", que não a do Mar vermelho)? Ou Páscoa cristã, a passagem da ressureição de jesus Cristo?
    Todos sabemos que a Bíblia tem dois Testamentos e o antigo é judaico e, daí, que Jesus foi judeu. Quis o Ricardo "reintegrar" aquilo que, na crucificação, se separou? Confesso que não entendo.

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  2. Tudo o que referiu, meu caro Fernando, não deixa de ser "passagem". É uma reflexão (eu, como cristão que aprendi a ser e que hoje questiono) de um cristão para o mundo. Um mundo real onde a humanidade se deve auto interiorizar sobre os valores da Páscoa. Seja ela qual for...

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    1. Obrigado por me responder. De qualquer modo pergunto-me se será "lícito" darmos a nossa interpretação pessoal associando num significado tão lato coisas tão diferentes. É a mesma "passagem"? Uma ligada a morte provocada e outra à morte libertada? Eu, que não sou crente de nenhuma religião, foi aos textos sagrados que fui buscar o que aqui digo.! O "simbolismo" de que os exegetas bíblicos confessionais tanto se reclamam, é afinal um "relativismo" semântico que quer dar à palavras uma totipotência abusiva? Mais uma vez grato por se ter exposto e assim termos podido trocar pontos de vista diferentes no que, assim, é um verdadeiro blogue!

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    2. As passagens são diferentes, contudo possuem um significado semelhante. Vejamos um exemplo prático: uma ponte sobre o rio é uma passagem, mas a ponte não existir, podemos atravessá-lo de outra forma, a nado, por exemplo. São passagens diferentes, com uma finalidade comum. O importante aqui, é termos perspetivas saudáveis de um mesmo assunto, embora este seja um pouco, como dizer... "sujeito a resvalos". Um abraço Fernando.

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