quinta-feira, 6 de abril de 2017

Um exército provocador

Soube há pouco que o Exército condecorou o médico que é arguido no "caso dos Comandos", em que morreram alguns rapazes durante instrução. Que hei-de pensar? Obviamente que é uma provocação e pretende ser uma provocação intimidatória. E está na linha do que é  aquela instituição: hierarquizada, monolítica nos valores e na actuação e de um "dogmatismo infantilizado" que dá pena. Julguei que tudo isto eram características do tempo da guerra colonial, mormente a hierarquia necessária mas, pelo menos a primeira "qualidade", infantilizada,  ainda está, no mínimo, muito viva. Que tem a dizer a esta atitude, neste momento, o Chefe do Estado Maior do Exército? E o Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas?

Fernando Cardoso Rodrigues

1 comentário:

  1. Este é mais um acto lamentável que não pode ser orgulho para quem é condecorado nem para a instituição que promove o facto. As condecorações, por situações análogas e outras aproximadas, deixaram de merecer respeito e entraram no campo da banalização. Qualquer dia, um cidadão impoluto dirá, com orgulho, com a força da honra que lhe vem da consciência do ser, eu nunca fui condecorado, porque nunca aceitei tais banalidades. Devia haver mais cuidado e respeito pela sociedade que mantém todas estas instituições.

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