segunda-feira, 15 de maio de 2017

A 15 de Maio de 1906, nasce Humberto Delgado

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A 15 de Maio de 1906, nasce, em Brogueira, Boquilobo, Torres Novas, Humberto da Silva Delgado. Foi um militar português da Força Aérea que corporizou o principal movimento de tentativa de derrube do regime salazarista através de eleições, tendo sido contudo derrotado nas urnas, num processo eleitoral fraudulento que deu a vitória ao candidato do regime vigente Américo Tomás. Ficou popularmente conhecido como o General sem Medo. Foi candidato independente às eleições presidenciais de 1956. Questionado sobra qual o destino que daria a Salazar, se fosse eleito, teve a coragem de afirmar: “Obviamente, demito-o”.
Formação: Instituto de Altos Estudos Militares de 1932 a 1936, Academia Militar de 1922 a 1925.
Foi assassinado a 13 de Fevereiro de 1965, em Los Almerines, Olivença.


5 comentários:

  1. Humberto Delgado, um homem do sistema salazarista, ficou mais famoso pela frase "obviamente demito-o", relacionada com o chefe, que não o quis para candidato, do sistema, a presidente da República, que por algo que tenha na sua carreira a favor da democracia. Devemos ser honestos e não apagar a história. Se Salazar o tem aceitado como candidato, ele que transformou a sua candidatura numa guerra pessoal, essa célebre frase nunca teria sido pronunciada, como resposta a uma pergunta feita por um jornalista. É a vida, e, muitas vezes procura-se criar situações conforme as conveniências. Sei que, neste momento, não estou a ser politicamente correcto, mas estou a ser coerente com a minha consciência.

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  2. agradeço-lhe, amigo Tapadinhas, o esclarecimento. E aplaudo a sua postura sincera e politicamente incorrecta.

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  3. Não esqueçamos que Delgado, à data do 28 de Maio, tinha 20 anos e, já saído da Academia Militar, poderia ter uma formação intelectual simpática às ideias ditatoriais da época. Como tantos outros que, uns sim, outros não, arrevesaram caminho. Desconheço se, pela cabeça de Salazar, em 1958, alguma vez passou a ideia de o convidar para candidato a Presidente da República, sobretudo após a “americanização” a que tinha sido sujeito nas suas lides profissionais nos EUA e, claro, a “experiência” Craveiro Lopes. Mas tenho como opinião que Delgado foi tão longe como ninguém no afrontamento institucional à “situação”. A frase em questão surge já num momento de grande emoção nacional despertada por ele. Só isso, a emoção, não a frase, bastaria para se lhe dar destaque e, na verdade, creio ser certo que quer a Força Aérea, quer a TAP, lhe devem muito, daí vindo, e não de outros motivos, a homenagem de dar o seu nome ao aeroporto de Lisboa. Não esqueço que parecia gozar de grande prestígio internacional. Anódino é que ele não foi.

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  4. Em 1957 foi o ano da última condecoração que o Estado Novo concedeu a Humberto Delgado, a a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis. Antes já tinha sido condecorado 9 vezes. Antes de se candidatar à Presidência da República, em 1958, não se conhece qualquer posição a favor da democracia ou contra a ditadura. Não quero entrar em conflitos estéreis e cada um observa os acontecimentos com a capaciade e ferramentas que tem e até admito, porque não sou perfeito, que não esteja a ver bem a situação e desgrada-me estar a desabonar a acção política de quem já não está cá para se defender ou justificar. Um abraço ao Amigo José Rodrigues, um homem da luta, sempre presente.

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  5. Também tenho a mesma opinião do senhor Tapadinhas que como sempre faz os seus comentários baseados em factos e sem melindrar seja quem for e por isso o admiro. Num pequeníssimo aparte, tinha eu 12 anos e alguém à saída do Liceu entregou-me um maço de selos com a foto de Delgado para se colar nos olhos do Tomás cuja foto estava espalhada pela cidade em cartazes. Hoje digo a brincar em conversas com amigos que também era antifascista . Mas sobre isso já tive oportunidade de contar em cartas.

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