domingo, 7 de maio de 2017

A desconfiança é um valor?

Acho mesmo que está a sê-lo. Embora também vá  sabendo que no tempo dos "factos alternativos" e das "fake news", não pode deixar de o ser. Vem  isto a propósito daquilo que, aqui há umas semanas já deu azo, ate no nosso blogue, a uma troca de comentários entre mim e o Joaquim Tapadinhas, a propósito de uma notícia do Expresso, no 1º Abril que dizia da eventual ida de Mário Centeno para presidente do Eurogrupo. E de como a "cena" se repetiu com o plágio de Fillon por parte de Marine Le Pen. No caso português, o Joaquim, bem mais avisado que eu, suspeitou da veracidade e mais, achou que havia uma intencionalidade política. O esperto foi ele e o "burro" fui eu. No segundo caso, voltei as ser "asno", só que muito bem acompanhado. Por quem? Pois pelo inteligentíssimo e culto Rui Tavares que, na sua crónica no PÚBLICO, dizia que bastava o plágio para a chefe da Frente Nacional Francesa não poder ir a Presidente da República. Afinal, pimba! A Marine aceitou o plágio mas disse que tinha sido intencional para captar votos do plagiado.
Aos que apelam "aos valores", fica agora bem claro que a lista destes deve ser aumentada, senão os novos "timoneiros da "pós verdade" e os "fascistas modernaços" levam tudo à frente! Como alguém disse, se com adversários políticos se pode dialogar, com inimigos da democracia, nunca!

Fernando Cardoso Rodrigues

2 comentários:

  1. Só que nunca se apresentam como inimigos da democracia. Esta é uma maravilha para se alcandorarem ao Poder. Uma vez lá chegados, se puderem, e podem muitas vezes, logo a transformam em "democratura"...

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  2. Existem muitos democratas que não passam de refinados ditadores, só que ainda não deitaram os 'corninhos' de fora.

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