quarta-feira, 3 de maio de 2017

A tolerância de ponto

Realmente a minha ausência de Portugal, durante nove dias, foi total. Não vi, não ouvi, não li nada sobre o nosso país, mas, "fiel" que sou ao nosso blogue, "rebobinei" aqueles dias e fui noticiado doa tolerância de ponto através dos textos críticos do José Amaral e do Joaquim Moura. O primeiro mais num "público vs privado", o segundo mais num "religioso vs laico". Ambos insinuando a ida dos funcionários públicos para a... praia. Hoje, no PÚBLICO, numa carta do ubíquo e omnipresente Ademar Costa, este interrogava-se sobre a (des)razão do governo em só ter pensado nos seus empregados e não nos privados.
Aqui chegado, confesso que não entendo bem as razões das críticas. Então o governo pode dar ordens, neste campo, aos patrões privados?! Não será antes a estes que compete definir uma igual tolerância em relação aos seus trabalhadores? Onde está a "ética empresarial" tão badalada nos "foruns" de debate e de que tanto reivindicam a existência? Até porque muitos deles lá estarão, em Fátima, tentando conseguir "passar mais facilmente pelo buraco da agulha que a corda grossa denominada de camelo". Culpem os governos de outra coisa mas não disto!

Fernando Cardoso Rodrigues

3 comentários:

  1. Chegou, viu e venceu! Concordo em absoluto com a maneira, clara e correcta, como analisa o facto da tolerância de ponto, oferecida ao funcionalismo público e à sua eventual estensão ao sector privado.

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  2. E o Governo actual não fez mais do que seguir o que sempre foi feito nas anteriores visitas papais. Chama-se a isto ser preso por ter cão e por não ter...

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