quinta-feira, 11 de maio de 2017

O "MILAGRE" DE FÁTIMA



Num contexto de grande instabilidade e agitação política, de fome, de ignorância e de consternação pelos milhares que iam para a guerra e tombavam em França, o fenómeno de Fátima vingou plenamente. A Igreja potenciou-o na perfeição, e durante estes 100 anos, foi o amparo espiritual e a resignação para grande parte deste povo. O milhão de pessoas que se prevê lá estar com o papa Francisco, aí está a confirmá-lo.
A vida dos três pastorinhos alegadamente videntes, é que mudou radicalmente. Submetidos constantemente a pedidos para que intercedessem por quem lhes implorava a solução para os mais variados males e desventuras, a sucessivos interrogatórios sobre a sua versão sobrenatural e ainda muito debilitados devido aos longos períodos de fome e de sede, de mortificações e penitências, sacrifícios que faziam “para a conversão dos pecadores”, os irmãos Francisco e Jacinta Marto, morreram ambos, ainda crianças, de pneumónica. O primeiro, depois de cinco meses de agonia, finou-se com apenas 10 anos, e Jacinta com 9. Lúcia, sobreviveu a tais vicissitudes e à terrível pneumónica,que na Europa fez mais vítimas do que a 1ª Guerra Mundial, viveu enclausurada desde essa época, falecendo em 2005 com 98 anos.
Durante a guerra colonial, as mães faziam promessas, encomendavam os filhos que partiam a Nossa Senhora de Fátima. Ás dos que regressaram, o padre dizia-lhes: vês minha filha, Ela ouviu as tuas preces. Às dos que tombaram ou regressaram estropiados: Então, minha filha, São insondáveis os Seus desígnios e os do Seu e nosso pai…
Francisco Ramalho
Corroios, 8 de Maio de 2017

Publicado no semanário " O Seixalense"


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