sexta-feira, 19 de maio de 2017

OBSERVADOR: a comemoração do "online" em papel...

Poderia trocar este título por um " de como se gasta dinheiro com o adversário". Eu o gastador, o jornal o "inimigo". Mas a "tentação" foi grande e o aspecto gráfico magnífico... e rico. Estou, obviamente, a referir-me ao número de comemoração do terceiro aniversário do do jornal "online" OBSERVADOR... em papel, na data!
De trás para a frente, como faço sempre, "passei os olhos numa coisas" e detive-me noutras. Das primeiras retive, por exemplo, que, em textos assinados, há sapatos cujo preço é " a partir de 240 euros" e restaurantes cujo preço médio de refeição " é de 150 euros" e que um jornalista foi ao melhor restaurante do mundo e... não gostou das lentilhas E que Sousa Lara "rezou por José Saramago.
Das segundas, dois artigos (dois!) de Rui Ramos e outros dois (!) de Vasco Pulido Valente e ainda, os dois "editoriais, um em"forma de diálogo de "messenger" entre Miguel Pinheiro e João Miguel Tavares ( o coordenador editorial deste número), em que o segundo "nega" um único (!) artigo ao primeiro (Director Executivo) e um outro assinado pelos quatro fundadores (António Carrapatoso, Duarte Schmidt Lino, José Manuel Fernandes (JMF) e Rui Ramos). E ainda "A angústia dos 60 anos" de JMF e... a ficha técnica do jornal ! Nesta avultam os nomes dos que formam o Conselho de Administração, que são exactamente os dos já citados fundadores , o de Jaime Gama (uau!) como presidente do Conselho Geral e o do "Publisher" ( seja lá o que isso for!) que é, novamente... o de JMF.
Sem ilacções abusivas, mas convicto de que não me engano, aqui está o que sumarizei duma primeira leitura dum jornal de direita  que, mais que noticiar com aquilo que o "ubíquo" JMF chama de jornalismo moderno e isento, teoriza pela e para a Direita portuguesa. Gestores endinheirados e "patriotas", escritores de História "subjectiva" e, claro... o "Publisher"!
Este último diz, no seu texto, que "há figurões a quem nunca perdoará" (sic). Também eu JMF, também eu! Lembro-me de um que, aquando da sua direcção no PÚBLICO, achava que  a melhoria da guerra no Iraque se via, por exemplo, porque, numa das batalhas, o número de mortos tinha baixado de 10 para 8 (cito de memória)! E que, cinicamente ( mas com razão, reconheço"), respondeu a uma carta minha dizendo-lhe que não iria ter saudades dele como director, com um " não se verá livre de mim" (sic). Como se vê agora, com razão, nesta comemoração "milionária" e... em papel!

Fernando Cardoso Rodrigues

2 comentários:

  1. Serão quase todos órfãos da ditadura, filhos, netos e bisnetos. No estertor da dita, circulava no país uma revista, dita de grande informação, com o título "Observador", cujo Director, Artur Anselmo, era um dos bonzos que tinha lugar certo na RTP, com Barradas de Oliveira e Dutra Faria. De rosto patibular, onde nunca aparecia um sorriso, a sua função era bater duro em tudo que cheirasse a luta pela democracia...

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    1. Lembro-me muito bem deles, mormente dessa "cara" do AA. E, já muito depois do 25 de Abril (talvez há 20 anos) dum jornal, "O Liberal" ( título também repescado), dirigido por uma "aristocrata" que também é deste grupo do Observador, que, após ter dado dois ou três "tiros no pé" em editoriais que não lembravam ao "diabo" ( a uma das versões...) feneceu de morte natural... Agora regressa(m) com outro nome... É sempre assim.

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