quarta-feira, 17 de maio de 2017

Plagiar não é bonito

No último debate quinzenal na AR, a despropósito pois o tema não era esse, a líder do CDS pensando que ainda estávamos no tempo do forrobodó, desafiou o Governo a avançar com um plano de construção de 20 novas estações no metropolitano da capital. Ora não havendo capitais para obras desta envergadura, Assunção Cristas, candidata à Câmara Municipal lisboeta, teve o desplante de fazer tal desafio criando a ilusão que se ganhar aquela autarquia o irá fazer. Imaginava-a uma política sensata e que depois da experiência adquirida como ministra dum governo que se pautou em apertar o cinto devido à herança recebida, é indesculpável. Para agravar tudo isto, fiquei a saber que a sua infeliz iniciativa afinal é um plágio pois já em 2009 José Sócrates apresentara um plano para a expansão dessa rede. Imagino o embaraço de quem, não fazendo o trabalho de casa, se tenha precipitado acusando-a de imediato quando afinal a ideia nem sequer tinha sido da presidente do CDS. Não voto em Lisboa, mas se o fizesse, não lhe dava o meu voto. Jorge Morais
 
Publicada no DN-M em 17.05.2017
 
                                                                     Ilustração do leitor Paulo Pereira
 

7 comentários:

  1. Se for uma mulher bonita a plagiar a coisa não será assim má de todo. Nós os puros, os que nunca pecámos, vamos ser um pouco condescendentes. Um abraço à rapaziada, e um pouco de boa disposição não é despropósitada, no meio desta confusão em que vive quase em permanência.

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  2. Eu, como impuro nato como qualquer mortal, acabo de pecar e bastante pois mandei-lhe com o metropolitano quando nem com uma flor lhe devia tocar. E fugindo à tentação de o plagiar, termino com um sorriso lusitano.

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  3. O vício do plágio começa a ficar entronizado de tal forma que os plagiadores já se plagiam a si próprios, duplicando os próprios comentários. Um abraço ao Jorge e desculpe a brincadeira.

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    1. Não foi bem uma duplicação. Se reparar (agora já limpei e não pode verificar), no primeiro, escrevi "de plagiar" em vez de "de O plagiar" , pois tinha pensado na sua frase "um abraço lusitano" que é seu hábito usar. Depois, pensei que tinha limpo e afinal meti água. Mas a explicação é esta e até foi bom para mostrar a sua veia humorística.

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    2. Percebi tudo e quis fazer "charge". Quanto ao abraço lusitano, usá-lo não é plágio, mas utilizar uma medida de amizade, mais curta que a de "abraço universal". Lá vai, à despedida, para o Jorge, o velho abraço lusitano.

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  4. O "outro" era megalómano e esta senhora é megalómana e plagiadora (talvez somente imitadora sem o saber). Como dois é mais que um, a líder do CDS é mesmo a maior perdedora! Sem desculpar o "filósofo".

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