quinta-feira, 4 de maio de 2017

Protestos fardados

Em Instituições aonde devia imperar a Ordem, a Disciplina e a Coesão, está-se cada vez mais assistir a uma espécie de levantamento da crista e da garupa, de reivindicações atrás de protestos por coisas de puro egoísmo. Se os ministérios das tutela não entrarem em alerta, ver-se-ão dentro de algum tempo a braços com uma desagregação dentro dos quartéis das Forças de Segurança, da Defesa, da ordem e da vigília, como nunca. Os sindicalistas das Forças fardadas, e agora até de um general que só vai ao Kosovo em viagem de visita, quase turística, mas não na qualidade de Chefe Militar superior e exemplar, protestam sem razão por tudo e por nada, fora do campo de batalha, mas no facebook ou na TV. Ou melhor: reivindicam melhores salários, privilégios de classe, e disfarçam tais reivindicações, exibindo-se para falsear os dados, atrás de marmitas, e na falta de fardamento fashion, armamento obsoleto, da escassez de bólides que os levem rápido na perseguição do crime e na volta ao supermercado, instalações arquitectónicas viradas ao sol e ao mar, e promoções sobretudo. E para nos descansarem, dizem que não é só pelo dinheiro. É por uma maior eficácia no desempenho das missões. Esta é boa, não é? O bom serviço a prestar está na proporção directa do dinheiro que eles embolsam. Fora o que lhes chega por vias tortas de trânsito confuso. Nunca os militares e outras Forças que servem o Estado e a elas aderiram voluntáriamente, tiveram tantos privilégios e condições de bem estar e de estabilidade como hoje. Todos quando cessam a suas carreiras e entram na reforma, vão bem abonados de salário e aviados de rendimentos extras. Não se conhece um sem-abrigo que tenha sido elemento de tais Forças fardadas profissionais. Pelo contrário, ainda hoje se sabe e vê, antigos militares que não foram para o Kosovo mas para as ex-colónias, a vaguearem por aí sem ter quem lhes valha, sem pão nem trabalho. Se o Estado, não tomar providências cautelares, contra estes reivindicadores de tempos de fazerem compras nas horas de trabalho, armados em funcionários públicos de gabarito, e deixar acumular os protestos e permitir o erguer da crina e do boné, ver-se-à dentro de pouco tempo, sem defesa para os fazer baixar a pala e garantir a guarda. Aqueles sindicatos corporativistas, defensores dos incriminados que integram as suas fileiras e até "condecorando-os", apenas estão interessados em marchar, para sacar ao Estado mais do que ele lhes dá e os faz proprietários, aproveitando e desafiando a moleza da democracia, quando pressentem que ela está a ser dirigida por governantes sem a experiência de não terem passado pela tropa, e por isso desconhecedores do oportunismo que em tais quartéis desfila e montou bivaque. Há um pressentimento generalizado, de que os tempos são para sacar ao máximo, mas despidos do sentimento de à democracia e à sociedade, dar o melhor e mais honesto contributo. A onda que se levanta em muitos Instituições de um Estado de Direito, é a de um fartar vilanagem!

      

2 comentários:

  1. Meu Caro Amigo, houvesse arma tão certeira como a sua 'pena fiel' e o dono da Coreia do Norte deixava de botar mais fogo balístico pelas ventas, nem 'trumpa' haveria para tanto desnorte mundial, passando pelas europas e por outras tropas. Um grande abraço do seu sempre amigo Zé Amaral

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  2. O que procura O Joaquim? A não profissionalização das Forças Armadas e de Segurança? A "musculação" dos chefes? Um curriculum militar prévio e obrigatório para os governantes? As três coisas?

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