terça-feira, 30 de maio de 2017

Serão práticas indesejáveis ou evitáveis?


Desde os primeiros tempos do trágico êxodo de refugiados, passando pela organização e agendamento do último Encontro Nacional de Leitoras e Leitores de Jornais, que os ânimos/comentários verbais subiram de tom, mormente quanto ao primeiro assunto, pelo que, suponho eu, um dos intervenientes deste e neste blogue tivesse sido ‘riscado do mapa’ por soez comportamento.
Quanto ao segundo facto, pouco há a dizer, mas também houve alguma ‘faísca’.
Ultimamente, em relação às ‘intocáveis’ greves da Função Pública, houve ‘mosquitos por cordas’ e até ‘algum ranger de dentes’.
E quando se ‘apontou’ para tal facto ocorrer às sextas-feiras, o ‘abcesso rebentou’.
Com o livro de ‘Os leitores também escrevem’, congeminado por Céu Mota, este blogue – A Voz da Girafa -, fruto da mesma autora, tem agora muitíssimos mais companheiros da palavra escrita, pelo que, assim sendo, e muito bem, o que é escrito pode colidir com a opinião de cada um de nós.
Todavia, ninguém pode impor-se como uma espécie de inquisidor-mor verberando o que acha que não deveria ter sido escrito.
Como tenho de respirar para viver, assim escrevo para não morrer.
Saúde para todos.

nota - texto publicado pelo DESTAK de 1/6

José Amaral

3 comentários:

  1. Estava sendo necessário um alerta para certas situações, e assim, sem recursos ao escritor fulano tal, a livros não sei de quem, o JA põe o dedo na ferida e sem ter tido necessidade de recorrer a insinuações por tabela seca e acima de tudo não ameaçando ninguém com a filosófica frase de estilo “pica boi” que vi não sei onde, termino dando-lhe os parabéns por esta iniciativa.

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  2. Caro José Amaral,
    O senhor é um homem bom, tenho a certeza. Por isso, acho eu, lida mal com a controvérsia, confundindo-a, talvez, com desavença. Em meu entender, a confrontação de ideias honesta, leal e aberta só pode ter sinais positivos. E onde melhor debatê-las do que nas tertúlias de que este blogue é mais um exemplo?
    Claro que, às vezes, como entre família e amigos, o tom sobe. Se for só por questões de ênfase ou entusiasmo, não será daí que vem mal ao mundo. Questões de insultos são outra conversa…
    Se alguém aqui foi “riscado do mapa por soez comportamento”, também não acho nada de extraordinário, nem confundo isso com “censura”. Então, se o comportamento era soez…
    Quanto ao “inquisidor-mor” que refere, ignoro a sua existência, e penso que, obviamente, não tem aqui qualquer lugar. Aliás, quando alguém me disser que eu não deveria ter escrito alguma coisa, mais não tenho do que perguntar-lhe de que autoridade está munido para o fazer e, naturalmente, rebater as suas opiniões e defender as minhas. Não é isto, também, a convivência humana?
    Parafraseando a ironia de Woody Allen, não vamos acabar de vez com a cultura. Discutamos ideias sem pruridos nem preconceitos. Mas com alegria.
    E, quanto a si, só posso incentivá-lo a escrever. Sempre, pois claro. E se for preciso discordarmos, pois discordemos, sem tragédias nem dramas.
    Um abraço.

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  3. Agradeço as adequadas palavras escritas dos confrades Jorge Morais e José Rodrigues.

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