segunda-feira, 15 de maio de 2017

Tuyo e cerebralidade

Como tenho pouca ou nenhuma criatividade, vou-me extasiando com coisas que leio e que me aparecem como "luzes" do que gostaria de ter dito mas "não me chegou a língua".Aqui ficam duas, a mim chegadas entre a insónia da madrugada e o "cimbalino" no café:
A primeira de Octavio Paz ( em "Vislumbres da Índia", Ed. Relógio de Água) quando reencontrou, por acaso (?) a sua futura mulher, que diz "... esse "tu" que se torna "yo", as duas sílabas da palavra "tuyo"...".
A segunda de Rui Tavares ( no PÚBLICO de hoje, crónica "Habituem-se"), a propósito da vitória de Salvador  e reza assim: "quem pensa que estas coisas tocam em milhões de pessoas para depois não terem significado nenhum, está a penas a encenar a sua própria cerebralidade".

Liguei-as dentro da minha cabeça. Porquê?... Pressinto que sei...

Fernando Cardoso Rodrigues

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