terça-feira, 13 de junho de 2017

Continuo a questionar

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Continuo a questionar: a quem pertence Olivença e seu ‘fronteiriço’ território adjacente?
Só sei que, oficialmente, perante a Lei das Nações, os territórios em causa são pertença de Portugal.
Todavia, quem deveria ter uma voz firme para reivindicar tão vexatória anexação, continua sem nada dizer ou fazer: são os Órgãos Superiores do Estado Soberano de Portugal, que ‘não tugem nem mugem’, como diz o ditado, e já lá vão dois séculos.
Sugiro que o próximo Dia de Portugal, para lá da programada celebração nos EUA, também seja comemorado nas terras lusas de Olivença, pois, como oficialmente são nossas, não podem continuar no esquecimento e na posse ilegal daqueles que as detêm como pertença sua.

José Amaral

3 comentários:

  1. Se no tempo em que os "gémeos" Salazar e Franco dormiam juntos não se resolveu o problema, dificilmente se vislumbrará no horizonte a saída que o senhor Amaral anseia...

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  2. Se os olivenses entendessem que seria melhor para eles pertencerem a Portugal fariam um movimento reinvindicativo forte para esse fim. Com um salário mínimo muito superior ao nosso e com um nível de preços de produtos básicos nalguns casos inferior, não estão para aí virados, da mesma forma que Gibraltar quer continuar a ser da coroa britânica. O pagode lá da casa é que se deve pronunciar sobre o que mais lhe interessa. Já estive duas vezes em Olivença e não vi que os Amigos de Olivença tenham, no território, qualquer apoio digno de registo.

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  3. Sobre este assunto, em Janeiro do corrente ano, os Jornais EXPRESSO – DESTAK e DN-M publicaram a minha carta com o seguinte título “Patriotismo bacoco”

    Apaixonado pelo Alentejo, sempre que para lá vou carregar baterias, aproveito para descobrir novos locais pelo seu interesse paisagístico, gastronómico ou histórico tendo por isso mesmo por diversas vezes necessidade em passar a fronteira. Um local que me fascina pela sua história, é Olivença e seus territórios adjacentes com imensas pegadas portuguesas. Espanha, ao não respeitar tratados que reconheceu e assinou, só pode ser condenada e criticada por tal atitude. No entanto, sempre que lá vou, e já fui várias vezes, não me limito a visitar monumentos e a tirar fotos às nossas marcas lá deixadas, e que são respeitadas, deve ser exemplo para alguns, que por cá, com medo de fantasmas mas que a história não apagará, destruíram. Dedico muito tempo a conversar com quem me cruzo e com o cuidado em não ferir susceptibilidades, encaminho a conversa para a velha questão de Olivença voltar ou não a ser portuguesa. E o que ouço? Dos mais idosos, o seguinte: não se importariam de voltarem a ser portugueses, mas sem perderem os direitos e regalias dadas por Espanha, que como se sabe são muito mais vantajosas que as nossas. Quanto aos mais novos, gostam muito dos portugueses, do nosso bacalao e das nossas francesinhas mas pensam o mesmo. Esta é a realidade nua e crua e que tenho que respeitar pois no seu lugar faria o mesmo.
    O que me entristece, é que quem se intitula "Amigo de Olivença" desejar a morte, como já li, a quem não pensa como eles mas outrora, eles próprios se tenham portado como "amigos da onça" quando ficamos ainda mais amputados. Da minha parte, não lhes desejo a morte, desejo isso sim, é que tenham muita vida. Desculpem, mas patriotismo bacoco, comigo não dá. Jorge Morais

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