quinta-feira, 1 de junho de 2017

Das boas impressões

O escritor chileno Luís Sepúlveda gosta muito de Portugal e dos portugueses e até já recebeu há tempos cá um prémio Eduardo Lourenço.
Li não recordo onde que a boa impressão que tem de nós lhe ficou de uma vez que desembarcava no aeroporto de Lisboa, da forma como foi recebido pelo polícia que lhe verificava os documentos.
Contou num convívio com amigos portugueses que o homem das fronteiras, vendo-lhe na papelada o nome, olhou atentamente para ele e perguntou se era o escritor Luís Sepúlveda, autor do livro “O velho que lia romances de amor”.
Perante a resposta afirmativa começou a enumerar os livros que conhecia dele e depois de ver confirmado que sim, era aquele o autor, devolveu-lhe os documentos com um largo sorriso dizendo que era muito bem vindo a Portugal, que quem escrevia livros assim não podia ser má pessoa…
E nem os amigos que tentavam arrefecer-lhe o entusiasmo, dizendo que o que ele teve foi muita sorte com aquele polícia lhe modificaram a opinião, reafirmando que um povo que tem polícias assim só pode ser um grande povo!


                               Amândio G. Martins

3 comentários:

  1. Belíssima história dum escritor delicioso! Então esse livro que aparece citado é uma maravilha!!

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  2. Também o aprecio imenso. O ano passado, na Feira do Livro aqui em Lisboa, numa altura em que ele não estava a dar autógrafos, estava em convívio com alguns amigos, entre os quais, Sérgio Godinho, estive vai não vai para lhe ir dizer quanto o aprecio, mas não quis intrometer-me...Para a próxima, intrometo-me mesmo. Adora o seu estilo.

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  3. E$steja atento, senhor Ramalho, porque já ouvi que irá estar presente um dia destes na feira...

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