segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pedrógão Grande

Tristeza, indignação, pensamentos,  orações e incompreensão perante tal tragédia. 62 mortos? Como é possível? O incêndio, iniciado há dois dias, ainda não foi combatido e abrange três distritos !?
Tira-nos o sono pensar no desespero de todos os que estiveram (e estão ) envolvidos neste incêndio e ficaram sem membros da família, da aldeia (já de si com poucos habitantes) e não lhes resta mais nada.
Não consigo entender que «não haja meios» de combate... No domingo, no regresso a casa, passei por um quartel de bombeiros com todos os carros e ambulâncias no seu devido estacionamento ...
Depois, nas notícias, fiquei de boquiaberta ao constatar que os jornalistas chegaram antes do auxílio e foram os mesmos que convenceram civis a deixar as suas casas e fugirem do ataque das chamas. Os habitantes sem água, não percebem porque a ajuda não chegou.
Não estamos preparados para estas situações. Em 15 anos, pedimos ajuda ao Mecanismo de proteção civil da Europa  por 8 vezes! Como não se faz mais, se todos os anos acontece o mesmo ? 
Não há prevenção. Não temos meios. Mas temos uma Cidade do Futebol e estádios a mais, «às moscas».
É rezar e esperar que a chuva caia...
E esperar pela solidariedade dos portugueses, na qual se pode sempre confiar.

3 comentários:

  1. A maioria dos nossos governantes, alguns não sendo más pessoas, são, contudo, incompetentes. Bastava que tivesse de haver um espaço obrigatório de 20 metros de separação entre cada 200 metros de pinhal para que fosse possível atacar ou evitar os incêndios. As limpezas dos terrenos também deviam ser feitas, fossem da responsabilidade dos autarcas (câmaras e juntas de freguesia) ou dos proprietários. A apropriação dos imóveis por parte do Estado, que é esse roubo do IMI, faz com que muitas instalações agrícolas não sejam recuperadas e sejam abandonadas. Acabaram com os guardas florestais que, nalguns territórios, foram substituídos pelos agentes que cuidam do vôo das aves e disso fazem relatórios. Os cantoneiros, quer os do Estado, quer os camarários, que limpavam valetas e caminhos também desapareceram. Umas regras de cuidado, não evitariam incêndios naturais, mas se existissem, contribuíriam para os estancar. A incompetência e a incúria lavram neste país e delas resulta o lavrarem tantos incêndios.

    ResponderEliminar
  2. Outra excelente análise sobre esta desgraça, feita pela Céu, e um não menos oportuno comentário do amigo Tapadinhas. Aliás, modéstia à parte em relação aos escribas deste blogue, se os nossos governantes o lessem, tinham, pelo menos, motivo para boas reflexões.

    ResponderEliminar
  3. Publicado no jornal Público, hoje, dia 21.06.2017, orgão de comunicação que ainda vai tendo algum respeito pela colaboração dos leitores. Parabéns à Céu, pela oportunidade.

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças a quem quer que seja. Não serão considerados os comentários anónimos. Obrigado.