domingo, 18 de junho de 2017

Reforma urgente no ordenamento do território e políticas eficazes contra incêndios

Continuamos a perpetuar situações condenáveis como esta! É lamentável a falta de precaução e de preparação dos meios de apoio e de combate a desastres naturais num país altamente sinalizado pelo risco constante de situações como estamos a viver em Pedrógão. Continuamos a não fazer políticas eficazes para prevenir o que é quase inevitável e que todos os anos se verifica. Quando queremos apenas retirar os benefícios de ter uma área florestal vasta e fomentar a economia em deferimento das medidas de segurança necessárias para isso, nomeadamente na vigilância, na limpeza das matas e na reforma do ordenamento territorial - é CONDENÁVEL!!
Continuamos a vivênciar a mentalidade política portuguesa em que prevenir não é a ordem do dia mas sempre remediar, o problema é que uma vida humana perdida não é remediável.
Num clima altamente em alerta pelo terrorismo, parece-me que em Portugal o terrorismo provem da negligência de ALGUNS!
Uma grande Força para aqueles que acabam sempre por sofrer com isto - Grande força aos Bombeiros Portugueses e a todas as famílias de Pedrógão!

Vítor Heleno

3 comentários:

  1. Quem é que não concorda consigo, Sr. Vítor!? Mas eu vou mais longe, a "negligência de alguns" é a negligência de todos.O que é que nós, como povo, já fizemos para pressionar, para "obrigar" (com ou sem aspas), os que elegemos para actuarem eficazmente nesta e noutras matérias importantes? Portanto, novel companheiro aqui de escritas, a negligência é de nós todos. Gostamos muito também, é de fazer a transferência da culpa. Apareça sempre!

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    1. Caro Francisco, agradeço o seu comentário bem como a sua opinião.
      Concordo com o referido, logicamente a culpa é em parte de todos nós, de uma forma ou de outra que não interessa aqui referenciar.
      No que toca a "transferência de culpa", estando em causa o interesse público,e sendo este representando e supostamente garantido pelos nossos órgãos democráticos, e ouvir da boca destes que tudo correu bem e que foi feito tudo aquilo que se podia, deixe-me que lhe diga que não me conformo.
      Se tudo o que se podia fazer, acaba por retirar a vida a 63 pessoas, então algo está garantidamente mal e há coisas que nos transcendem em termos de soluções.
      Forte abraço.

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  2. E faz muito bem não se conformar, amigo Vítor.Eu, apesar do que disse, também não me conformo. Outro grande abraço para si!

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