quarta-feira, 28 de junho de 2017

SERÁ A EDIÇÃO 79.ª DA VOTA A PORTUGAL DE 2017, DIGNA DESSE NOME?

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Parece-me que é só de futebol que vive efectivamente o desporto em Portugal. Mas, a realidade é esta, o desporto, neste País está todo virado para o futebol. E, se me for permitido abrir neste espaço, dado aos leitores do Jornal Record – “Escrevem os Leitores”, e tal como o fiz no ano passado em relação à 78.ª Volta a Portugal de 2016, que devido ao número escasso de etapas, apelidei nesse ano de “ mais uma mini-volta a Portugal em bicicleta”, porque apenas teve umas escassas 10 etapas.
Tendo no ano passado lamentado, mais uma vez o facto dessa Volta a Portugal de 2016, que foi a edição número 78, e citei na altura e sem qualquer receio de ser ridículo de não ter passado de uma mini Volta a Portugal e deixar novamente de fora e mais uma vez as nossas terras do sul, Alto e Baixo Alentejo e o Algarve de fora.
Sendo, para além do futebol como não podia deixar de ser, a maior paixão ma maioria dos portugueses, seguem-se as outras modalidades, que mais paixão atraem à maioria dos espectadores, que, são sem qualquer dúvida, (a ordem dos factores é arbitraria), que é o hóquei em patins e evidentemente, e decerto o ciclismo, uma modalidade muito apaixonante e querida da maioria dos desportistas portugueses e que praticamente e está no ADN de cada um, desses mesmos apaixonados da modalidade
Vou repetir o mesmo que escrevi no ano passado, e nunca será demais, sendo o ciclismo uma das grandes paixões de milhares de adeptos, e que tem nomes de grandes campeões portugueses que constam no longo historial desta modalidade assim como; o 1º. Vencedor da primeira volta a Portugal realizada no ano de 1927, que teve como vencedor António Augusto Carvalho; (tendo nesse ano vencido por equipas o Carcavelos); Alfredo Trindade; Alves Barbosa; Belmiro Silva; Fernando Mendes, João Roque; o grande e talentoso Joaquim Agostinho; Joaquim Gomes; José Maria Nicolau; José Ribeiro da Silva; Leonel Miranda; Manuel Zeferino; Marco Chagas; Mário Silva; Peixoto Alves; Américo Silva; Pedro Moreira; Emiliano Dionísio; José Martins Rui Costa; Sérgio Paulino; e o sempre inesquecível tal como do sempre inesquecível veterano do pelotão, o grande campeão, “O Velho Lau”, como era conhecido no pelotão o Venceslau Fernandes; Victor Gamito, mas para além destes, decerto que há muito mais que podiam com toda a certeza caber e constar nesta lista, mas que infelizmente por falta de espaço ou porque a memória do autor deste espaço já me vai a atraiçoando,  de não se recorda de momento, de muitos mais outros que não estão mencionados, mas que de decerto cabiam neste manuscrito, contudo, apresento  as minhas sinceras desculpas, àqueles que não foram mencionados.
E, eis que chegámos à 79.ª Volta a Portugal em Bicicleta – Santander Totta (passe a publicidade) referente ao ano de 2017, que irá começar no dia 4 de Agosto, com o prólogo em Lisboa e mais 10 etapas, cuja volta termina no dia 15 de Agosto com a última etapa a ser efectuada em CRI, na cidade de Viseu. Com a participação de seis equipas nacionais e catorze equipas internacionais.
Custa-me mais uma vez de apelidar, esta Volta a Portugal de “Mini-Volta”, ficando uma vez mais e lamento que mais um ano, o facto das nossas terras do sul, repito, Alto e Baixo Alentejo e o Algarve, ficam de fora, lamentavelmente.

Não será decerto uma lacuna da organização desta Volta a Portugal, mas antes a imagem própria de um País completamente de "tanga" onde não abundam verbas suficientes e disponíveis para poder sustentar tamanha organização de uma volta, tão digna como é esta Volta a Portugal em Bicicleta, com o peso que esta sempre teve. Vamos a aguardar por melhores dias, e que possamos ter mais patrocinadores que possam "abrir os cordões à bolsa", (tal como foram os meus desejos e feitos os votos, por esta altura no ano passado), e que a próxima edição número 80 em 2018 da Volta a Portugal, mereça o devido relevo que teve outrora. E, que o sul do País, como o Alto e Baixo Alentejo e Algarve, que bem mereciam o privilégio de serem visitadas pelo vasto e grande pelotão que é esta enorme caravana de gente que acompanham a mais uma “mini-volta” e é, composta por; ciclistas, dirigentes, jornalistas, juízes, cronometristas e a grande, de vasta montra de equipas de publicidade que dão a devida cor que o pelotão sempre dá pelas terras por onde passa.


(Texto-opinião, publicado na edição online, secção "Escrevem os Leitores" do
  Jornal RECORD de 29 de Junho de 2017)
(Texto-opinião, publicado na edição Nrº. 46344 do Diário de Notícias de 24 de 
  Julho de 2017)


MÁRIO DA SILVA JESUS

1 comentário:

  1. Ainda me lembro de etapas de calor e fugas, Alentejo acima. Incluindo, se a memória não me falha, a vitória mítica de Manuel Zeferino, com início num longa fuga alentejana logo no primeiro dia. Por esse lado, partilho do seu lamento; mas não podemos esquecer que a Volta atual são apenas 10 etapas, não 20 como em tempos, e que é quase impossível serem mais, só "subindo de divisão" no calendário internacional, o que não é nada fácil, ou saindo desse calendário, o que seria ruinoso. Com 10 etapas não dá para tudo, só dá para pedir à organização que tente, no conjunto de cada década, ou meia, passar uma vez que seja "lá por baixo". Onde até há grande tradição ciclista. Já agora, se é para sonhar alto: Madeira e Açores também são Portugal (e a Volta a Itália vai à Sicilia e a Sardenha)

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