segunda-feira, 5 de junho de 2017

“Um império de 4oo milhões de pessoas”

Perante aentrevista do presidente da Comissão Europeia ao JN, onde afirma que os populismos têm respostas erradas para as perguntas certas, e que 75% dos europeus querem uma política de segurança e defesa comum, ocorre-me um texto de Jean Thiriart, escrito no auge da “guerra fria”.
“No contexto da geopolítica e de uma civilização comum, a Europa Unitária e comunitária estende-se de Brest a Bucarest. Neste momento ela está ainda amputada de metade do seu território.
Milhões de compatriotas estão, há cerca de vinte anos, subjugados pela ditadura comunista e pela ocupação estrangeira. O nosso fim é libertá-los.
Alemães de Leste, Polacos, Checoslovacos, Albaneses, Letões, Estonianos, Lituaneses, Húngaros, Búlgaros, Jugoslavos, são europeus. Sem eles, a Europa está imcompleta; sem eles a Europa está mutilada.
Um dos nossos primeiros objectivos será, portanto, liquidar a traição americana de Yalta, que ficará na História como o sinal de cobardia e impotência da plutocracia.
Entre o bloco soviético e o bloco americano, a nossa tarefa histórica é edificar uma grande Pátria – a Europa Unitária, possante, comunitária. Só uma Europa política unitária pode fornecer os meios de poder que garantam as condições históricas indispensáveis à sobrevivência da nossa cultura, além de que nenhuma outra potência é capaz de substituír a Europa na sua missão humanista.
A Europa tem tudo para ser a primeira nação do mundo, falta-lhe apenas a sua unidade política. Tudo será possível na Europa desde que ela realize a sua unidade política. A chave do nosso destino reside nestas duas palavras: Unidade Política.”

Transcrito por Amândio G. Martins


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