terça-feira, 4 de julho de 2017

A 4 de Julho de 1811 - Nascimento de Antónia Adelaide Ferreira, A Ferreirinha

Resultado de imagem para ferreirinha
A 4 de Julho de 1811, nasce, em Peso da Régua, Antónia Adelaide Ferreira. A sua família possuía muito dinheiro e vinhas. O pai, José Bernardo Ferreira, casou-a com um primo, mas este não se interessou pelas plantações da família e dilapidou grande parte da fortuna. Após a morte do seu marido, ocorrida em 1844, passa apenas com 33 anos de idade, a dirigir o negócio da família. A Ferreirinha, como era carinhosamente conhecida, demonstrou ter sempre grande preocupação com o bem-estar das famílias dos trabalhadores e com o desenvolvimento das suas terras e adegas. Apoiada pelo administrador José da Silva Torres, que seria, mais tarde, o seu segundo marido. Antónia Adelaide Ferreira lutou contra a falta de apoios sucessivos governos, mais empenhados em construir estradas e adquirir vinhos espanhóis. Lutou contra a doença da vinha, a filoxera, e viajou até Inglaterra para obter esclarecimentos sobre os meios mais modernos e eficazes de combater esta devastadora praga, bem como obter métodos mais aprimorados de produção do vinho- A Ferreirinha investiu em novas plantações de vinhas em zonas mais expostas à radiação solar, sem abandonar também as plantações de oliveiras, amendoeiras e cereais. Percorria e vigiava de perto a Quinta do Vesúvio, uma das suas muitas propriedades. Em 1849, a produção vinícola era já de 700 pipas de vinho. Graças a bons acordos, grande parte dos vinhos passou a ser exportado para o Reino Unido, ainda hoje o primeiro importador de Vinho do Porto. Quando faleceu, em 1896, deixou uma fortuna considerável e perto de trinta quintas. Deu um valioso contributo para que o vinho do Porto fosse apreciado em todo o mundo.
Faleceu  em Peso da Régua a 26 de Março de 1896.

1 comentário:

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças a quem quer que seja. Não serão considerados os comentários anónimos. Obrigado.