quinta-feira, 13 de julho de 2017

Autos de destruição

Resultado de imagem para imagem de um paiol militar

Servi o Exército Português – em regime de voluntariado do serviço militar obrigatório – desde Setembro de 1965 a Setembro de 1968, passando à reserva com o posto de 2º sargento-miliciano.
Mobilizado para a Guiné, estive no referido palco da Guerra Colonial entre Agosto de 1966 a Agosto de 1968.
Numa arrecadação, num paiol, fosse onde fosse, havia sempre uma ‘existência’, vulgo ‘inventário’ de todo o material à guarda do quarteleiro ou de outro militar, nesse materializado sítio.
E quando havia contactos bélicos com o inimigo ou bombardeamentos do mesmo antagonista, fazia-se um levantamento de todo o material perdido ou inoperativo, e, consequentemente levantava-se um auto de destruição.
Assim, no que concerne ao ‘hipotético’ roubo em Tancos torna-se também verosímil todas as vozes de altos militares que põem em dúvida se houve ou não assalto, para se justificar a falta de material de guerra, que ora tem sido noticiado.
Só uma inspecção muito rigorosa poderá esclarecer o que se passou, de facto, num dos paióis de Tancos.

José Amaral

2 comentários:

  1. Se vier a provar-se que o caso de Tancos não passou de um simulacro de roubo para esconder falcatruas, este assunto, que tem feito as delícias de tanto mentecapto, vai também deixar a Cristas e o "Passos perdidos" com menos um "suicídio" para irem alimentando a sua baixa política...

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  2. E vem provar que a vigarice está implantada, desde há muito, nas instituições militares, independentemente das forças políticas que têm "comandado" o país.

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