sábado, 1 de julho de 2017

O ESTADO ESTÁ MUITO FRAGILIZADO!


O verniz socialista do Estado próspero e em marcha, sucumbiu fragorosamente em duas semanas. O fogo de Pedrogão Grande e a catástrofe humana e material associadas, ainda sem qualquer responsabilidade assumida ou apurada foi demasiado grave para cair no esquecimento dos "inquéritos rigorosos" do costume, com responsabilidades para quem não se pode defender. Passos Coelho e a "tróica" são os que estão mais a jeito, para a culpa morrer solteira. Logo de seguida, o eterno sorriso complacente ou trocista do PM, apagou-se com o inacreditável e muito grave roubo de armamento pesado do paiol nacional de Tancos. 44 lança-Rockets (100 kg de peso cada), 120 granadas ofensivas, 20 granadas de gás lacrimogéneo e 1500 munições de 9mm, são um verdadeiro arsenal. A própria NATO e os EUA parecem estar alerta com tão grave quebra de confiança nas forças armadas portuguesas. E vem o ministro da pasta à TV dizer para "googlarmos" eventos destes porque que não são só aqui? Falta de sentido de Estado, é o que o ministro tem, e muita falta de vergonha para se desculpar nestes ridículos termos, como uma criança apanhada a fazer uma traquinice. Os cidadãos eleitores não podem deixar de se sentir inseguros perante um Estado que os não defende. Não teria sido preferível ter aguardado melhor oportunidade para reverter salários de funcionários e benefícios diversos, e não ter de cortar à bruta no funcionamento e manutenção de serviços essenciais do Estado de Direito? Mas o governo de Costa prefere continuar a culpar o Passos Coelho por tudo o que tem sucedido de mau na sua governação. Já agora culpem também o Salazar, que esse pelo menos está morto.
OBS. Publicado (parcialmente) na edição do PÚBLICO de 3/7/17.


30 comentários:

  1. Um texto verdadeiramente político ( e partidário) com cujo conteúdo não concordo em quase nada.Mas sem enfeites, o que é bom.

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  2. E eu venho veementemente recusar o "partidário", que considero pessoalmente uma ofensa. Está a insultar uma pessoa que poderia ter sido mais bem sucedida na vida, se tivesse aceite convites de 3 diferentes partidos do chamado "arco da governação", desde 1975. Primeiro o PS, depois o PSD e já neste século do CDS. Não o fiz, e orgulho-me da minha independência em criticar o que não gosto, com liberdade. Não sou é obrigado a comungar do hoje chamado politicamente correcto, ou a nova "situação". Isso seria numa ditadura. Será que o FR gosta de ditaduras, em que não há liberdade de crítica? Não posso criticar a situação? Sou partidário, por isso? isso dizia o Salazar! Ou és por nós, ou és contra nós! Por isso, e como quem não se sente não é filho de boa gente, peço-lhe que retire essa falsidade, se faz favor.

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    1. Tem razão quanto ao "partidário", se isso significar militar num partido e isso é uma falsidade, já que basta o senhor dizer-mo para ser verdade.
      Quanto ao resto, faz-me perguntas e escreve afirmações que não têm razão de ser, dado o que eu disse.Senão vejamos.Pergunta se "eu gosto de ditaduras onde não há liberdade de crítica" e eu digo: em ditadura nunca há liberdade de crítica. E mais, excluindo o "partidário", onde está no meu comentário algo que lhe diga isso? Pois se nele só há frontalidade de discordância e está implícito quase um elogio às posições "sem enfeites", vindas de que lado vierem! "Não posso criticar a situação?", pergunta. Há alguma palavra minha a dizê-lo ou sugeri-lo? "Ou és por nós ou contra nós"? Onde viu na singela linha que escrevi, algo que pudesse insinuar isso? Bem pelo contrário.
      Quanto ao dizer-se independente porque rejeitou convites de três partidos ( vê, eu nunca falaria de "arco da governação" pois, numa democracia, a isso já subjaz um pensamento nada democrático),elogio-o. Já não seria tão encomiástico relativamente aos partidos que o covidaram pois um militante tem que perfilhar uma ideologia, qualquer que ela seja, dependendo do partido, fazendo parte dum corpo de doutrina ( isto falando de militância e não somente daquilo que chama ( e bem)"subir na vida" pois isso não é político.
      Termino com uma situação que trouxe à colação no seu texto inicial e que é exemplo vivo da nossa discordância política (essa sim, bem real). Quando defende que seria preferível atrasar a reposição de salários e pensões para manter serviços fundamentais do Estado, respondo que o que é preferível é repor (o que ainda não foi feito) salários e pensões e reforçar serviços fundamentais do Estado. É que o corte draconiano ( não a estagnação!) dos salários e pensões e nos serviços do Estado,foi feito no malfadado governo anterior... nos sítios e pessoas erradas!
      Embora pouco possa importar para o nosso diálogo,nem ache que isso me possa valorizar,entendo que lhe devo dizer que não sou nem nunca fui militante em nenhum partido político. Já aqui o disse algumas vezes, sou social-democrata ideologicamente e tento sê-lo naquilo que daí decorre, ou seja, na minha prática de vida.

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    2. Caro Sr. FR, aceito a sua explicação sem reserva. Ficámos entendidos. O Sr. sempre se tem pautado por uma crítica áspera e por vezes agressiva (politicamente, claro) mas ainda não passou aquela linha vermelha da falta de consideração ou de elementar educação, infelizmente tão comum até neste blog. Por isso, acho que enquanto tiver prazer nisso, nos aguentaremos nestes debates e trocas de ideias, sempre na divergência. Quanto ao "arco da governação", deve ter observado que o referi com aspas. Isso significou que foi uma expressão utilizada para definir um modelo de governo que durou de 1975 a 2016. Não significa que seja positivo nem que seja o meu preferido. E para que fique claro, eu apenas discordo, e muito, desta "situação", por ela não ter sido nem proposta nem sequer admitida pelos PS-PCP-BE, antes da eleição legislativa. Na próxima já nenhum eleitor se poderá queixar. Ao votar, já conta com este cenário, nunca admitido antes por qualquer daqueles três partidos, que durante décadas (excluído o nóvel BE) se deglariaram como inimigos.

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  3. Meus caros Amigos. Espero que entendam, esta minha intervenção, como um elo de aproximação (vem logo alguém dizer que um elo é para ligar, aproximar) entre dois homens cultos, inteligentes, bem formados, que estruturalmente têm politicamente bases diferentes para aprofundar certos fenómenos sociais. Não há nada de extraordinário nesta situação, que é comum e corrente. Na maioria das veezes, algumas das vossas críticas sociais são profundas e construtivas, porque como todo o cidadão responsável, os Amigos lutam por um mundo melhor, logo por um Portugal melhor. Um abraço aos dois que tenho a sorte de os entender como Amigos.

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    1. Amigo Joaquim, bem haja pelo seu coração tolerante e generoso. O Sr. FR e eu jamais nos poderemos aproximar, tão grandes são as diferentes perspectivas do mundo e da sociedade em que vivemos. Mas já muito bom será se conseguirmos continuar a discutir, mantendo o respeito e a consideração mútuas. Por mim, poderemos prosseguir. Um abraço

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  4. Meus caros MA, FR e JT:
    Ainda não percebi muito bem quais são as razões que parecem dever impedir-nos de discordar uns dos outros. Com ofensas e insultos, claro que não, mas, felizmente, não os tenho visto por aí. Bem sei que os níveis de susceptibilidade não são iguais em todas as pessoas, mas não podemos validar certas opiniões como insultos só porque são diferentes das nossas. Afinal, não andamos todos nós, de esquerda e de direita, misturados pelas ruas deste País, todos os dias, nesta sociedade plural e neste blogue aberto? Mais, meus amigos: há pouco mais de três meses, estivemos os quatro (MA, FR, JT e JR), na mesma sala, defendendo posições diferentes, sem que o Carmo e a Trindade tivessem caído, nem mesmo o tecto da sala que, infelizmente, metia alguma água, mas sem qualquer perigo, certamente pelas boas diligências do nosso comum amigo Guilherme da Conceição Duarte (a partir de agora, democraticamente, GCD).
    Tantos pruridos, tantas referências às faltas de educação e de consideração, ameaças com linhas vermelhas, para quê e porquê?
    Vossas Excelências estão de acordo? Se não estiverem, não levo a mal, é só dizê-lo.
    Para todos que o aceitem, um abraço do vosso admirador, JR.

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  5. Caro JR, obrigado pelo seu interesse, na parte que me toca. Está tudo esclarecido. "O povo é sereno", como proclamou numa situação difícil o Alm. Pinheiro de Azevedo. Eu quero acreditar que a partir de agora cada um de nós medirá as afirmações pensando primeiro como reagiria se fosse o destinatário. Não faças a outrem...

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  6. Desculpem intrometer-me nesta "conferência" mas só o faço por o blogue ter uma natureza publica, por (também) ser (quando me deixam...) um dos tais "leitores que escrevem" a quem o blogue é (mais) dedicado e pelo respeito qur me merecem os intrrvenientes.
    E também advirto que não tenho interesse em dar sequência à polémica, ou seja, não replicarei a qualquer comentário.
    Contudo, sendo certo que não há democracia sem partidos (mesmo que sejam partidos ..."apartidários") e sendo esse o cerne do (pluri)diálogo, eu, que não sou (por enquanto...), nem nunca fui, militante de nenhum partido, pergunto (-me): qual é o nivel de ofensividade da palavra "partidário"?
    Fica para (interessante) reflexão ...

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    1. Sr. Tripalium, uma pessoa independente, que não tem militância partidária, fica naturalmente ofendida em ser injustamente chamado partidário. Não sabe se calhar que os militantes, não podem, nem devem, no exterior do partido emitir opiniões contrárias às conclusões do seu congresso, ou da orientação do secretário-geral. Mesmo que pontualmente não concordem com elas. É uma instituição organizada e com disciplina, não é um clube de dança de amigos. Logo, se um independente dessas correntes, é chamado de partidário, significa na prática que não pensou pela sua cabeça, apenas recita a "cassete" do partido. Será que me fiz entender?

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    2. Não.
      Porque isso de "recitar a 'cassete'do partido" é uma redundância, na medida em que essa frase é, ela própria,... uma "cassete".

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. O nosso companheiro de escritas Fernando Rodrigues, sempre se declarou frontalmente social-democrata. O igualmente companheiro de escritas, Manuel Alentejano, diz-se totalmente em desacordo político com ele, mas, que me tenha apercebido, nunca disse o que advoga para o nosso país e de uma maneira geral. Diz, e bem, que o Senhor Fernando Rodrigues é um crítico frontal mas nunca ofensivo. E o Senhor, Manuel Alentejano, quando indirectamente classifica de marionetas os militantes dos partidos, também não é ofensivo? E mais, não é verdade que os militantes dos partidos "recitam" seja que cassete for.

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  8. Sr. FR, acha então que eu sou ofensivo? Porque empregou então a expressão "marionetas"? Eu não cheguei a tanto, é porque o senhor com a autoridade que reclama em dizer "que não é verdade" os militantes recitarem, sabe do que fala.

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  9. Quando diz que recita a cassete do partido, o que é que isso significa? Sr. Manuel Alentejano, o que está em causa, é que quem não milita em qualquer partido, claro que é tão digno como quem milita e vice-versa. Assim como à gente menos digna num lado e noutro. Mais nada!

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    1. Quem pertence a uma qualquer organização com disciplina, com militância, se é pessoa séria e com ética, tem de obedecer aos orgãos eleitos, às normas do partido e apoiar a direcção eleita. Não será assim?

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    1. O Sr. FR viu aqui questões de dignidade onde nunca foram postas! Claro que são dignos os que obedecem a militância e os que escolheram não terem nenhuma. Agora o que contestei é que eu, pelo simples facto de discordar da actual "situação", fui posto em causa como "partidário". Olha que raio, é exactamente o que não sou, nem nunca quis ser. No tempo de Salazar, porque era uma ditadura tive de conviver com essa do "ou és por nós ou és contra nós". Mas gaita, agora com este PS, dizem-se todos "democratas" e reagem à bruta e com acrimónia quando se discorda ou critica!!! Que raio de democracia é esta. A da Coreia do Norte, tão apreciada pelo PCP?

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  11. Está a ver como é ofensivo! Eu, por exemplo, já aqui classifiquei o regime que cita como uma aberração. O senhor adora picar. Provocar.

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  12. Peço desculpa, mas nada vi dirigido a si. Falei na generalidade, desabafei. Um simples estado de alma. Mas pela sua reacção peço-lhe que não comente mais os meus escritos. Eu retribuirei da mesma forma. Passe muito bem, boa sorte e melhor saúde para si e para os seus.

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  13. Caros MA e FR - Os meus Amigos são pessoas honestas que lutam por um mundo melhor. À sua maneira, porque são mentalmente estruturados por filosofias de sociedade diferentes, mas, ambos, lutam e querem um mundo mais justo, mais humano. Se cortam relações por assuntos de somenos, (interpretação diferente do sentido de frases), então este mundo está de rastos. Que diabo! Temos tantas coisas em comum, e é produtivo que, nalguns casos, não haja coincidências porque o ámem nem sempre é necessário. Vamos abrir o pombal e soltar o símbolo da Paz. Um abraço a ambos, porque continuo a considerá-los como cidadãos acima da média.

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    1. Caro Joaquim, já nos conhecemos, e eu tenho apreciado as suas bem intencionadas iniciativas para o diálogo. Mas acredite, que na minha já longeva idade, sei bem quando não merece mais a pena, e pode constatar que bem tentei. Sabe, todos devemos antes de dizer ou criticar seja o que fôr, tentar pôr-nos no lugar do outro. Isso ajudaria muito. Mas há muita agressividade na nossa sociedade. Culpa em parte de os máximos dirigentes, políticos e não só, darem péssimos exemplos. As pessoas ficam frustadas e desesperadas. E os partidos (todos) então nem se fala. Ocupados por jovens agressivos, auto-convencidos e arrogantes, é um desespero. Eu nem sequer consigo vê-los e ouvi-los ao vivo. Apenas consigo ler, para me manter informado e ir escrevendo os meus desabafos-artiguelhos.

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  14. Confesso que fiquei surpreendido quando hoje, dia 6, ao passar os olhos no blogue, reparei que a minha troca de opiniões com o Sr. Manuel Martins... ainda "rende". Li então todos os comentários que ainda não tinha lido e achei que tinha que repor uma coisa em que, parece-me, não fui bem entendido já que mereceu novos comentários. Comigo então já fora de questão. Refiro-me ao "partidário" que usei na minha primeira intervenção e que o Sr. Manuel Martins achou insultuoso para com ele. Pedi desculpa não porque entenda que a dita palavra o seja, mas sim porque o referido senhor se define como independente e não filiado em nenhum partido e, nesse estrito sentido eu disse uma mentira de que, obviamente, eu tinha que desculpar-me. O que fiz e voltaria a fazer. Aliás, nos meus últimos intervenção e parágrafo, e falando de mim, deixo bem claro que o não ser filiado em qualquer partido político "não me engrandece nem me diminui".
    Nota: as siglas são traiçoeiras e o FR tanto pode ser Fernando Rodrigues como Francisco Ramalho. daí que quando os dois estamos no "barulho" da discussão, é melhor escrever os nomes por extenso

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  15. Sr. Fernando Rodrigues, as minhas últimas observações foram dirigidas ao Sr. Francisco Ramalho. O Sr. Rodrigues e eu já tínhamos esclarecido as nossas divergências, que persistindo, não nos impedem de momento de continuarmos a conversar divergindo. Obrigado pela sua observação sobre as signas que podiam de facto gerar confusões.

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  16. Publicado hoje, no Expresso, nas Cartas ao Director, o que torna o assunto ainda mais actual. O Amigo Manuel Martins parece ter, neste semanário, uma certa aceitação, que tendo em conta o prestígio do jornal, valoriza as suas intervenções.

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    1. Esqueci-me de referir que não conheço absolutamente ninguém no EXPRESSO, para que conste, neste nosso país de padrinhos e cunhas...

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    2. Se o Amigo, daquilo que escrevi, inferiu que eu sugeria que houvesse apadrinhamentos na redacção do jornal, foi porque eu não me exprimi suficientemente bem para dar esse resultado. Nunca me passou tal pela cabeça, pois o que eu queria salientar era a oportunidade das intervenções e daí a selecção.

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    3. Absolutamente, apenas referi porque como disse somos a terras das "cunhas". Na vida activa tb as utilizei, quando indispensável, agora graças a Deus não preciso. Abraço

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  17. Obrigado amigo Joaquim, sempre atento e a motivar-me para continuar. Não é fácil, escrever contra a corrente, contra a "situação". Aliás já aqui neste pequena amostra do nosso blog, se viu isso. E eu nem sequer sou partidário, mereceria por isso um pouco mais de crédito, por ser independente de programas e de "agendas" políticas ou outras. Mas nem assim. Quando se vê alguém a criticar, a dizer "o rei vai nu", chovem desconsiderações, que prenunciam insultos e má criação, se não estivermos atentos. No FACEBOOK então é um mundo cão. Eu já "bloqueei" centenas de alarves que vomitam ódio. Cada "post" que colocam vai carregado de fel. Se no nosso país vendessem armas com a liberalidade (criminosa) com que fazem nos EUA, aqueles gajos do FB teriam morto milhares... Isto faz-me estar em permanente descrédito com a democracia, pelo menos como é praticada entre nós. Será que vai levar mais outros 43 anos que já contamos depois do 25A até este povo ser civilizado e conviver bem com opiniões diversas? Gostaria de saber, infelizmente já não será na minha geração. Talvez na dos meus netos...Um abraço

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