quinta-feira, 13 de julho de 2017

O PLANETA EM PERIGO

A Terra pode estar a assistir à sexta extinção em massa de espécies animais, a uma velocidade sem paralelo desde o desaparecimento dos dinossauros há 66 milhões de anos. Só nos últimos 40 anos desapareceram até 50% dos indivíduos e milhares de milhões de populações. É o que conclui um estudo inédito realizado em 2015 por dois cientistas mexicanos e um norte-americano, agora publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciencies".
O estudo vem alertar para a perda acelerada de indivíduos, populações e áreas de distribuição (território), que é tão grave que teremos apenas duas ou três décadas para agir no máximo, pois o desaparecimento da população é apenas o prelúdio da extinção.
As causas são fundamentalmente humanas: perda e degradação de habitats com a exploração florestal de tipo industrial, incêndios, agricultura e pecuária extensivas, urbanização e abertura de vias de comunicação, extracção mineira, sobre-exploração da caça, poluição, expansão de espécies invasoras, doenças e alterações climáticas.
Todas as 177 espécies de mamíferos perderam 30% ou mais das suas àreas de distribuição e mais de 40% ficaram confinadas a apenas 20% do território que tinham em 1900.
É o que acontece com rinocerontes, orangotangos, gorilas, grandes felinos e outros grandes mamíferos. Um exemplo notório é o leão. Depois de ter ocupado enormes extensões em toda a África, Sul da Europa e noroeste da Índia, está agora limitado à África Subsariana e ao Parque Nacional de Gin, na Índia. Só entre 1993 e 2015, os leões africanos diminuíram em 43%.
Os animais estão em perigo. A natureza está em perigo. O Planeta está em perigo. Por conseguinte, nós também estamos em perigo. Se não agirmos rapidamente tudo desaparecerá. Unamo-nos e expulsemos os inimigos da vida. Unamo-nos e demos cabo da lógica do lucro, da depredação, da alienação. Unamo-nos que ainda vamos a tempo.

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