quarta-feira, 12 de julho de 2017

O PODER A ARDER

São tempos apocalípticos estes que vivemos, tempos de fim de império como se viu em Hamburgo com a polícia desesperada para suster os furiosos manifestantes. Há, de novo, uma consciência anticapitalista que ultrapassa largamente as lutas sectorais. Nós queremos mesmo ver o poder a arder. Não queremos mais Trumps, nem Putins, nem Merkels, nem Mays, nem Macrons. As alterações climáticas, o desaparecimento das espécies, o perigo que correm a Humanidade e o Planeta, mas também a lavagem ao cérebro dos media, o império dos negócios e do dinheiro, a guerra dos terrorismos, a venda de armas, as gritantes desigualdades, a miséria, a corrida pelo lugar, pela carreira em que se transformou a vida, são motivos mais do que suficientes para que vejamos os senhores do mundo como inimigos da vida. No entanto, apesar de tudo, acreditamos que, depois da grande batalha, se erguerá um novo mundo, um mundo de paz, amor e prosperidade, sem controleiros nem polícias, sem piratas nem mercadores, sem capitalistas nem estupores. Acreditamos, sim. Por isso estamos aqui.

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