sábado, 8 de julho de 2017

ADN dos ditadores

Ontem, quando o Parlamento se preparava para comemorar o Dia da Independência da Venezuela, um grupo de cerca de 30 apoiantes do ditador Nicolás Maduro invadiu a casa da democracia, onde os deputados da oposição estão em maioria, e utilizando pedras, paus das bandeiras, gás lacrimogéneo e até tiros causaram cerca de 13 feridos entre deputados, jornalistas e funcionários. Por cá, numa manifestação de apoio ao ditador da Venezuela, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) participaram dirigentes políticos e sindicais, a candidata comunista à Câmara Municipal do Porto, Ilda Figueiredo, e o líder parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), João Oliveira. Se de Ilda Figueiredo, uma autêntica "dinossaura" do PCP, não será de estranhar tal presença devido à cassete já fazer parte do seu disco duro, lamento que João Oliveira, um político de outra geração, tenha alinhado em tal manifestação de apoio a Maduro a menos que também faça parte do seu ADN a fascinação pelas ditaduras. 

Publicada no DN-M de 07.07.2017  -  Revista SÁBADO 13.07.2017
 
                                                            Ilustração do leitor Paulo Pereira


5 comentários:

  1. O Presidente eleito da Venezuela condenou o que aconteceu, atribuído a seus «alegados» apoiantes. É conhecido o ódio de estimação e a escalada de violência promovida pela grande burguesia venezuelana, apoiada pelos EUA, contra as transformações económicas sociais iniciadas com a denominada revolução bolivariana. A situação na Venezuela é complicada, e a informação por via única não ajuda à sua compreensão. Quanto a dinossauros, cassetes e adns, são os habituais preconceitos anticomunistas.

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    1. Embora já se conheça a resposta, (faz parte da cassete) foi pena ter perdido a oportunidade para comentar a indesmentível legenda da ilustração.

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  2. Obrigado, pela chamada de atenção. Primeiro, para esclarecer que a Venezuela não é um país comunista. Depois, para dizer que é verdade que o João Oliveira não vive num país comunista, o que não o impede de ser feliz, e de lutar por uma sociedade mais justa, onde não exista a exploração do homem pelo homem. Esclareço, ainda que utilizo cd.s, porque as cassetes já desapareceram.

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  3. Pois precisamente por João Oliveira não viver num país comunista, é que ele parece estar feliz. Pudera. E já agora esclareça-me p.f.: se Maduro não é comunista, o que será? Socialista? Se disser que sim, quero ver o que irão dizer de si. Até talvez não digam nada.

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  4. Esclarecendo. Maduro não é membro do Partido Comunista da Venezuela, tal como Hugo Chavez não era. Nem só os comunistas lutam por mais justiça social e vida melhor para os seus povos e para a humanidade; e nem todos os portugueses parecem estar felizes e que tenham condições para tal, nomeadamente os dois milhões e meio que vivem em situação considerada de pobreza.

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