sábado, 1 de julho de 2017

Porque palras, pardal pardo…

Um  Monte…de certa coisa que não fica bem aqui, mas posso adiantar que é bastante fedorenta, expeliu, no seu estilo habitual, mais umas quantas alarvidades em mais uma das reuniões do seu grémio donde já é costume saírem todo o tipo de enormidades…
No pouco tempo que me foi dado ouví-lo retive estas duas pérolas: o Estado colapsou; o primeiro ministro tem que lhes pedir desculpa!
Peço a Bocage licença para dedicar a este palrador o soneto que segue:

A um falador insofrível

Famosa geração de faladores
Soa que foi, Riseu, a origem tua;
Que nem todos os cães ladrando à Lua
Tiveram que fazer com teus maiores.

Um a língua ensinou dos palradores,
Outro o moto-contínuo achou na sua;
Outro, além de encovar toda uma rua,
Açaimou numa junta a cem doutores.

Teu avô, santanário venerando,
Soube mais orações que mil beatas,
Com reza impertinente os Céus zangando;

Teu pai foi um trovão de pataratas;
Teu tio, o bacharel, morreu falando;
Tu falando, Riseu, não morres, matas.


Amândio G. Martins

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