sexta-feira, 7 de julho de 2017

PÚBLICO 07.07.2017

A Áustria a criar uma fronteira dentro da Europa

A Áustria de quando em vez tem “saudades” do Império que já foi.

Tem tiques de “imperialismo/ nacionalista”, algo que já seria suficiente estar a acontecer em países que não sabem se querem continuar na Desunião Europeia ou regressar à Federação Russa, como a Hungria e outros.

A Áustria deveria meditar muito antes de colocar as Forças Armadas na sua fronteira com a Itália, abalando, de forma unilateral e injustificada, o espaço Schengen.

Os problemas dos migrantes, mas essencialmente dos refugiados, não vão terminar com fronteiras, por mais militarizadas ou muradas que surjam na Europa.

A Europa deveria adoptar o que em grande dimensão a Alemanha seguiu quanto a migrantes/refugiados e, claro, em escala muito menor, nós, Portugal, que na Europa somos exemplos muito positivo de acolhimento de refugiados.

A Europa como um todo não se une — não quer ter uma política comum/unida, e não quer fazer também o trabalho indispensável para que os assassinos/traficantes de pessoas em desespero sejam detidos.

A Áustria deveria não esquecer a História — como os seus refugiados foram muito bem acolhidos entre 1938 e 1945 — e amparar a unidade europeia.


Augusto Küttner de Magalhães,
Porto

1 comentário:

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