quinta-feira, 3 de agosto de 2017

AMANHECER

O amanhecer trouxe-lhe à retina, memórias dos tempos em que o tempo não tinha tempo e a vida era vivida ao segundo, com a intensidade de um nunca mais.
Sentiu saudades desse tempo, em que tecia o tempo com mãos de amante e olhos de artista;
em que no silêncio da noite compunha, a quatro mãos, sinfonias com os tons quentes e suaves de outonos dourados e o sono era embalado pelas carícias, que só o amor cúmplice reconhece.
Nesse amanhecer, enquanto o sol rasgava a aurora, sentiu o aroma familiar do amor recente e ficou um pouco mais, saboreando o alimento dos sentidos e a magia do dia que nascia.


Beijinho da Graça

©Graça Costa


6 comentários:

  1. Na pouco estimulante aridez deste espaço, a poesia da Drª Graça Costa surge como que a doce fragrância de um laranjal em flor tonificando os sentidos. Um abraço bem apertado...

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    1. Abraço que foi recebido com carinho e com um lento saboreio da fragância do laranjal em flor. Muito bom...Obrigada de coração.

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    1. Obrigada...eu gostei muito da sua pergunta, a do comentário seguinte :) . Bem haja

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    1. Curiosa a sua pergunta... dava o chamado" pano para mangas" em termos de uma boa conversa. Não sei, na realidade... alguns "experts" , coisa que eu não sou, ( apenas gosto de brincar com as palavras) dirão que este é um texto de prosa poética, devido à estrutura. Sinceramente não sei e não é algo que me preocupe...é o que lhe quiserem chamar ehehehe. Uma tarde feliz

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