terça-feira, 1 de agosto de 2017

Francisco e a política

Do livro do padre Anselmo Borges, “Francisco – Desafios à Igreja e ao Mundo”, diz o autor que o Papa não é ingénuo em relação aos políticos e ao poder, sobretudo nas mãos de medíocres. Ainda cardeal, contava que uma pessoa aparecia a correr a pedir socorro. Quem o perseguia, um assassino, um ladrão? Não, um medíocre com poder. Pobres dos que estão sob o domínio do medíocre. E acrescento eu: o que se passa na Venezuela é paradigmático…
“O meu pai dizia-me sempre – conta Francisco – “cumprimenta as pessoas quando fores subindo, porque irás encontrá-las quando vieres a descer”. Somos todos animais políticos, e envolver-se na política é uma obrigação para o cristão; não podemos lavar as mãos como pilatos. Temos de nos meter na política, porque a política é uma das formas mais altas da caridade, pois procura o bem comum.”
“Os leigos cristãos devem trabalhar na política, embora esteja muito suja; mas está suja porquê? É uma pergunta que faço; é fácil dizer que a culpa é dos outros, mas eu, o que é que faço? É necessário reverter o desprestígio da política. Trabalhar para o bem comum é um dever para o cristão”.
“O que se passa para que a política se tenha tornado suja? Os políticos pensam mais nos seus interesses e nos dos respectivos partidos do que no bem comum. E há a tendência para o pecado do carreirismo; e há a desinformação. Hoje, cada órgão de comunicação social monta algo diferente com dois ou três dados: desinforma.”

Amândio G. Martins


3 comentários:

  1. Bom dia e grato pelos respigos ( de Anselmo B.? do Papa? de Anselmo sobre o Papa?). Só não concordo com a draconiana "sentença" sobre a comunicação social pois tem muitos defeitos mas também nos dá muito a saber...

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  2. Este livro é todo ele construído em textos e afirmações do Papa. Quanto à comunicação social não ter só defeitos, também era o que faltava...

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  3. Não é só "ser o que mais faltava". A comunicação social tem feito coisa verdadeiramente dignas que, se não fosse ela, eu ficaria "às escuras". Sem ela, mesmo quando má, não sei o que seria!

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