sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lavagem de dinheiro?!...

Ouvi no telejornal que o governo "decretou" que os prémios dos jogos da Santa Casa da Misericórdia entre 2.000 e 5.000 euros só poderão ser recebidos com toda a identificação (CC, NIF, etc). e presencialmente. A justificação parece ser que... é para evitar "lavagem de dinheiro"! Lavagem de dinheiro?! Se não fosse caricato dava para "chorar". Então o Euromilhões só pode sair a ricos? Para lá destes, não jogam também os remediados e os necessitados?  Ou seja: toda a gente!
Senhores governantes, tenham "juizinho" e pudor e até... alguma inteligência! Vão aonde se "lava" dinheiro a sério, em vez de "caçar" onde pode não o haver! Ao menos podiam ficar calados e quietinhos!

Fernando Cardoso Rodrigues

7 comentários:

  1. O que eu percebi é que isso resulta da aplicação de uma directiva europeia...

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    1. Exactamente! Voltei aqui ao blogue para dizer o que ouvi há momentos na SIC e... o Amândio foi mais rápido que eu! Ainda bem. Mas a coisa é mais "tortuosa" ainda pois quem eu ouvi há pouco, assumindo, que é uma directiva europeia, dizer da sua "bondade" e que quem vai fazer cumprir e aplicar é a Santa Casa, foi o vice-provedor desta! Mas então isto não é uma prerrogativa do governo?! Que está "caladinho". A UE manda, a Santa Casa "explica", aplica, é porta-voz e... o governo? Tento mas não consigo entender. O dr. Santana Lopes volta a ser primeiro ministro, "por alma de quem"?

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  2. Talvez não justifique tudo, mas havia por aí uns "figurões", alguns famosos, a quem repetidamente lhes saía a lotaria. Nunca vi, mas circulava como verdadeiro que alguns deles compravam os vigésimos premiados acima do preço.

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    1. Quando me preparava para dar a minha opinião sobre este assunto, o senhor José Rodrigues antecipou-se e disse precisamente o que eu ia dizer. E se me dá licença, posso até acrescentar que esta história do vigésimo acima do preço, não é agora pois já nas décadas 70 /80, constava cá na terra que figuras bem conhecidas compravam bilhetes inteiros da sorte grande pagando um valor bastante inflacionado sem esquecer as comissões pagas aos balconistas das casas de jogo que entravam nas jogadas. Se tudo isto for mentira, estou a vender pelo preço que comprei . . . sem ter dado para qualquer lavagem.

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  3. Então para se castigar o "vilão", vai-se atrás do "outro"? Continuo a não entender, confesso.

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    1. Mais um aforismo: “paga o justo pelo pecador”. Sem perder de vista o aproveitamento que a nova determinação legal possa ter para fins menos positivos – e elas têm sempre – a verdade é que os tais “figurões”, alguns bem conhecidos na nossa praça, terão mais dificuldade em lavar dinheiro de forma tão cristalina… até arranjarem novas escapatórias, se é que não as têm já.
      De qualquer modo, fora os inconvenientes dos “pedinchões” e invejosos, acho que quem quer esconder a todo o custo os sinais exteriores de riqueza não deve ter a consciência muito tranquila. Mas tudo isto não deixa de ser mais uma intrusão à nossa privacidade, isso é verdade.

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    2. Se bem me lembro, aqui há uns poucos anos, um governo quis taxar dádivas de pais a filhos de valor "irrisório". É sempre assim... "petit à petit"...
      O objectivo é sempre o mesmo: devagarinho, vão entrando...Ah, e a "espertalhonice" de ser anunciado pela Santa Casa?...

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